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segunda-feira, 4 de abril de 2011

CHARLES HADDON SPURGEON

Um dos maiores pregadores de todos os tempos


Houve época em que o simples fato de optar pela religiăo evangélica equivalia a colocar a cabeça a prêmio. No século 15, Carlos V, o imperador espanhol, queimou milhares de evangélicos em praça pública. Seu filho, Filipe II, vangloriava-se de ter eliminado dos países baixos da Europa cerca de 18 mil "hereges protestantes". Para fugir da perseguiçăo implacável, outros milhares de cristăos foram para a Inglaterra. Dentre eles, estava a família de Charles Haddon Spurgeon (1834-1892), o homem que se tornaria um dos maiores pregadores de todo o Reino Unido. Charles obteve tăo bom resultado em seu ministério evangelístico que, além de influenciar geraçơes de pastores e missionários com seus sermơes e livros, até hoje é chamado de Príncipe dos pregadores.

O maior dos pecadores - Spurgeon era filho e neto de pastores que haviam fugido da perseguiçăo. No entanto, somente aos 15 anos, ocorreu seu verdadeiro encontro com Jesus. Segundo os livros que contam a história de sua vida, Spurgeon orou, durante seis meses, para que, "se houvesse um Deus", Este pudesse falar-lhe ao coraçăo, uma vez que se sentia o maior dos pecadores. Spurgeon visitou diversas igrejas sem, contudo, tomar uma decisăo por Cristo.

Certa noite, porém, uma tempestade de neve impediu que o pastor de uma igreja local pudesse assumir o púlpito. Um dos membros da congregaçăo - um humilde sapateiro - tomou a palavra e pregou de maneira bem simples uma mensagem com base em Isaías 45.22a: Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra. Desprovido de qualquer experiência, o pregador repetiu o versículo várias vezes antes de direcionar o apelo final. Spurgeon năo conteve as lágrimas, tamanho o impacto causado pela Palavra de Deus.

Início de uma nova caminhada - Após a conversăo, Spurgeon começou a distribuir folhetos nas ruas e a ensinar a Bíblia na escola dominical para crianças em Newmarkete Cambridge. Embora fosse jovem, Spurgeon tinha rara habilidade no manejo da Palavra e demonstrava possuir algumas características fundamentais para um pregador do Evangelho. Suas pregaçơes eram tăo eletrizantes e intensas que, dois anos depois de seu primeiro sermăo, Spurgeon, entăo aos 20 anos, foi convidado a assumir o púlpito da Igreja Batista de Park Street Chapel, em Londres, antes pastoreada pelo teólogo John Gill. O desafio, entretanto, era imenso. Afinal, que chance de sucesso teria um menino criado no campo (Anteriormente, Spurgeon pastoreava uma pequena igreja em Waterbeach, distante da capital inglesa), diante do púlpito de uma igreja enorme que agonizava?

Localizada em uma área metropolitana, Park Street Chapel havia sido uma das maiores igrejas da Inglaterra. No entanto, naquele momento, o edifício, com 1.200 lugares, contava com uma platéia de pouco mais de cem pessoas. A última metade do século 19 foi um período muito difícil para as igrejas inglesas. Londres fora industrializada rapidamente, e as pessoas trabalhavam durante muitas horas. Năo havia tempo para as pessoas se dedicarem ao Senhor. No entanto, Spurgeon aceitou sem temor aquele desafio.

Tamanha audiência - O sermăo inaugural de Spurgeon, naquela enorme igreja, ocorreu em 18 de dezembro de 1853. Havia ali um grupo de fiéis que nunca cessou de rogar a Deus por um glorioso avivamento. No início, eu pregava somente a um punhado de ouvintes. Contudo, năo me esqueço da insistência das suas oraçơes. As vezes, parecia que eles rogavam até verem a presença de Jesus ali para abençoá-los. Assim desceu a bênçăo, a casa começou a se encher de ouvintes e foram salvas dezenas de almas, lembrou Spurgeon alguns anos depois.

Nos anos que se seguiram, o templo, antes vazio, năo suportava a audiência, que chegou a dez mil pessoas, somada a assistência de todos os cultos da semana. O número de pessoas era tăo grande que as ruas próximas à igreja se tomaram intransitáveis. Logo, as instalaçơes do templo ficaram inadequadas, e, por isso, foi construído o grande Tabernáculo Metropolitano, com capacidade para 12 mil ouvintes. Mesmo assim, de três em três meses, Spurgeon pedia às pessoas, que tivessem assistido aos cultos naquele período, que se ausentassem a fim de que outros pudessem estar no templo para conhecer a Palavra.

Muitas congregaçơes, um seminário e um orfanato foram estabelecidos. Com o passar do tempo, Charles Spurgeon se tornou uma celebridade mundial. Recebia convites para pregar em outras cidades da Inglaterra, bem como em outros países como França, Escócia, Irlanda, País de Gales e Holanda. Spurgeon levava as Boas Novas năo só para as reuniơes ao ar livre, mas também aos maiores edifícios de 8 a 12 vezes por semana.

Segundo uma de suas biografias, o maior auditório em que pregou continha, exatamente, 23.654 pessoas: este imenso público lotou o Crystal Palace, de Londres, no dia 7 de outubro de 1857, para ouvi-lo pregar por mais de duas horas.

Sucesso - Mais de cem anos depois de sua morte, muitos teólogos ainda tentam descobrir como Spurgeon obtinha tamanho sucesso. Uns o atribuem às suas ilustraçơes notáveis, a habilidade que possuía para surpreender a platéia e à forma com que encarava o sofrimento das pessoas. Entretanto, para o famoso teólogo americano Ernest W. Toucinho, autor de uma biografia sobre Spurgeon, os fatores que atraíam as multidơes eram estritamente espirituais: O poder do Espírito Santo, a pregaçăo da doutrina să, uma experiência de religioso de primeira-măo, paixăo pelas almas, devoçăo para a Bíblia e oraçăo a Cristo, muita oraçăo. Além disso, vale lembrar que todas as biografias, mesmo as mais conservadoras, narram as curas milagrosas feitas por Jesus nos cultos dirigidos pelo pregador inglês.

As pessoas que ouviam Spurgeon, naquela época, faziam consideraçơes sobre ele que deixariam qualquer evangélico orgulhoso. O jornal The Times publicou, certa ocasiăo, a respeito do pastor inglês: Ele pôs velha verdade em vestido novo. Já o Daily Telegraph declarou que os segredos de Spurgeon eram o zelo, a seriedade e a coragem. Para o Daily Chronicle, Charles Spurgeon era indiferente à popularidade; um gênio, por comandar com maestria, uma audiência. O Pictorial World registrou o amor de Spurgeon pelas pessoas.

Importância - O amor de Spurgeon tinha raízes. Casou-se em 20 de setembro de 1856 com Susannah Thompson e teve dois filhos, os gêmeos năo-idênticos Thomas e Charles. Fazíamos cultos domésticos sempre; quer hospedados em um rancho nas serras, quer em um suntuoso quarto de hotel na cidade. E a bendita presença do Espírito Santo, que muitos crentes dizem ser impossível alcançar, era para nós a atmosfera natural. Vivíamos e respirávamos nEle, relatou, certa vez, Susannah.

A importância de Charles Haddon Spurgeon como pregador só encontra parâmetros em seus trabalhos impressos. Spurgeon escreveu 135 livros durante 27 anos (1865-1892) e editou uma revista mensal denominada A Espada e a Espátula. Seus vários comentários bíblicos ainda săo muito lidos, dentre eles: O Tesouro de Davi (sobre o livro de Salmos), Manhă e Noite (devocional) e Mateus - O Evangelho do Reino. Até o último dia de pastorado, Spurgeon batizou 14.692 pessoas. Na ocasiăo em que ele morreu - 11 de fevereiro de 1892 -, seis mil pessoas leram diante de seu caixăo o texto de Isaías 45.22a: Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra.

Texto: Marcelo Dutra
Fonte: Revista Graça, ano 2 nº 19 – Fevereiro/2001 www.ongrace.com

terça-feira, 13 de julho de 2010

ABRAHAM LINCOLN (1809 – 1865)

Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa (Hebreus 10.36).

Nascido em uma choupana na cidade de kentuchy, interior leste dos EUA no dia 12 de fevereiro de 1809, Abraham Lincoln tornou-se o grande líder bem-sucedido do seu país, uma referência para o mundo e um exemplo de profunda fé e resignação.

Freqüentou a escola por apenas alguns meses, época em que a única forma de ensino era oral. Mais tarde tornou-se dono de uma pequena mercearia que faliu, o que fez com que contraísse uma grande dívida, que foi paga somente quinze anos depois. Isso mesmo! Em 1936 Lincoln começou a exercer a advocacia e com isso quitou seus débitos. Por esse e outros atos ficou conhecido como “Abe honesto” o que aumentou o seu prestigio na sociedade.

Em 1834 iniciou sua carreira política. Foi eleito deputado estadual, época em que assumiu um posicionamento firme contra a escravatura. Mais adiante enfrentou percas difíceis em sua trajetória, que certamente foram fundamentais para forjar sua grande liderança: Em 1846, perdeu nas eleições para um cargo público. Em 1850 morreu um de seus filhos, com então quatro anos de idade. Em 1855 e 1858 perdeu nas eleições para o senado. Em 1856 perdeu a chance de concorrer à vice-presidência. Todas essas e mais algumas, foram percas imperceptíveis diante as suas grandes vitórias.

Assumiu a presidência em março de 1861, ano que começou a guerra civil. Conta-se que na última batalha em Gettysburg, Lincoln colocou-se em oração e teve de Deus a certeza da vitória. O seu discurso antes da batalha foi um dos mais excelentes pronunciamentos políticos na história americana.

Na noite de 1865, as tropas inimigas se renderam e nessa mesma noite, com então cinqüenta e seis anos, Abraham Lincoln tornou-se o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado. Na ocasião com um tiro, e assistindo a um espetáculo no teatro Ford em Washington.

De todas as lições que aprendemos com esse grande estadista foi sua capacidade de manter a chama da fé acessa diante dos mais terríveis momentos e não negociar o temor a Deus por toda sua vida. Em meio ao caos político e social em sua nação, ele se mostrou inabalável no seu caráter e nas suas convicções morais, dando com isso um rumo seguro para o seu povo.

Foi alguém poderosamente perseverante e um grande exemplo para todos nós.

Que sejamos perseverantes!
Que sejamos valentes!
Que sejamos éticos!
Que lutemos pelo nosso país e por nossa cidade, com Temor a Deus em nosso coração!

Com amor,

H. S. Lima

sábado, 22 de maio de 2010

William Wilberforce (1759–1833)

"Deus pôs diante de mim dois grandes objetivos: a abolição da escravatura e a reforma dos costumes."


Nascido no grande porto de Hull em 1759, William Wilberforce iria, um dia, liderar a causa da abolição da escravatura no Reino Unido. A morte prematura do pai fez com que o jovem William fosse viver com os tios, influenciados por George Whitefield, um dos primeiros promotores da campanha para despertar a fé religiosa, e por John Newton, um ex-traficante de escravos e evangélico convertido.

Newton tornou-se um herói para Wilberforce, instilou nele o desejo pelo Cristo e a repulsa pelo tráfico de escravos. A mãe de William, alarmada com o desenvolvimento do filho nas “inclinações metodistas” logo o pôs num internato e na Universidade de Cambridge, numa tentativa de solapar sua fé. Cambridge iria aclarar as idéias, mas não destruir completamente sua fé.

Wilberforce, que desde cedo desejou seguir carreira na política, ingressou para a Casa dos Comuns em 1780, aos vinte e um anos. Apesar de jovem, foi um bom parlamentar, com uma voz excepcionalmente atraente que impressionava os ouvintes. Numa viagem ao Sul da França, William sofreu uma segunda conversão, que reviveu a fé de sua juventude. Ele procurou seu velho amigo John Newton. Newton o aconselhou a permanecer na política, acreditando que Deus o tivesse feito para esse propósito.

Em dois anos Wilberforce se convenceu de que deveria tomar para si a causa dos escravos. Ultrajado pelo comércio de escravos patrocinado por sua nação, propôs uma lei no Parlamento em 1787, para aboli-la. Parecia que a lei iria passar sem uma oposição significativa. No entanto, as forças pró-escravistas agruparam os possíveis apoios e derrubaram a moção de Wilberforce. Contudo, a lei foi rejeitada, mas Wilberforce continuou a campanha, apesar dos sacrifícios pessoais que envolvia.

Finalmente, em 1807, William testemunhou o Parlamento aprovar a lei da abolição por 267 votos. O triunfo deu-lhe imenso prestígio, fato que o permitiu buscar outras idéias para melhorar a qualidade e a moralidade da vida na Grã-Bretanha. Seus esforços fizeram com que a bondade, mais uma vez, estivesse em alta na Inglaterra e permitiu que fossem lançados os fundamentos do grande renascimento moral do período Vitoriano.

Comento: Assim como no tempo de William Wilbeforce precisamos de uma grande reforma moral em nossa sociedade. Para tanto, precisamos mais ainda de parlamentares que tenham como ele, o coração temente a Deus e voltado para as causas da vida. Afinal, não há revolução maior do que aquela que começa na prática do amor. Jesus nos ensinou isto!

Desta forma, precisamos promover uma total renovação no cenário político local e nacional. Com Wilbeforce aprendo que é possível obtermos representantes que honre nossos valores e que preservem o testemunho pessoal com fé, ousadia e transformação genuína.

Assim como Willian Wilbeforce teve duas grandes causas, podemos também dizer que Deus nos desafiou com o objetivo de lutar pelos VALORES DA FAMÍLIA Brasileira e combater a hipocrisia da IMORALIDADE SOCIAL.

Que Deus te abençoe

H. S. Lima