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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

SE CRERES, VERÁS A GLÓRIA DE DEUS

“Não te disse eu que se creres, verás a glória de Deus?” (João 11.40)

O verso acima faz parte do contexto de um dos milagres de ressurreição realizados pelo nosso Senhor Jesus Cristo e registrado apenas no evangelho de João: A ressurreição de Lázaro.

Lázaro era irmão de Marta e Maria e conforme o verso 05 de João 11 era uma família amada por Jesus. Quando Lázaro ficou enfermo, suas irmãs mandaram chamar o Senhor dizendo: “Senhor, está enfermo aquele a quem amas”. Ou seja, havia uma expectativa no coração daquelas irmãs, porém, afirma a bíblia que quando Jesus chegou onde essa família estava, encontrou Lázaro já sepultado há quatro dias.

Em todo o contexto, antes da ressurreição vemos pelo menos quatro situações que Jesus teve que lidar para operar o milagre e ensinar o poder da fé:

A desesperança pela aparente demora (21,32). Tanto Marta como Maria afirmaram: “Se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão”. O tempo “pareceu” correr contra ao que necessitava aquelas irmãs.
A discussão Teologia (24). Depois de Jesus dizer: “Teu irmão há de ressurgir”, Marta literalmente dá na trave com um argumento teologicamente religioso: “Eu sei, replicou marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia”. O problema é quando a teologia se torna réplica e argumentos que nos afastam de uma experiência poderosa com Jesus, mediante a fé.
A dor da perca, latente no coração (33). Maria vai de encontro a Jesus e lança-se aos seus pés, chorando profundamente a perca do seu irmão. A dor soluçava em seu coração, bem como daqueles que estavam com ela. Quando Jesus viu tal cena se comoveu.
A completa desistência diante do mau cheiro (39). Ao dizer: “Senhor, já cheira mal, por que já é de quatro dias”, ela estava declarando que não tinha mais jeito. Ela já havia jogado a toalha. O que ela via era somente o cheiro da morte.

Porém, quando elas pensaram que tudo havia acabado, Jesus transformou o caos em glória, e a dor em restituição. Muitas vezes enfrentamos certas tragédias e não vemos que por trás dessas experiências existe um milagre preparado para nós. Muitas vezes Deus permite certas experiências para que aprendamos o poder da fé, por isso ele diz: “Não te disse eu que se creres, verás a glória de Deus”.

Neste verso, citado pelo nosso Senhor, existem três verdades chaves que estão interligadas, e que são fundamentais para vivermos na dimensão do impossível.

1. NÃO TE DISSE EU...
Esta afirmação refere-se à Palavra que Jesus já havia liberado. Ele já havia dito que aquela situação não seria para morte, mas para Glória de Deus, afim de que o Filho de Deus fosse glorificado.

Muitas vezes temos uma Palavra de Deus ao nosso favor, e, como Marta, nós não nos apegamos a ela. Acabamos por permitir que situações aparentemente impossíveis tirem o foco da Palavra que nos foi dada.

Nosso maior desafio é nos manter apegados a Palavra de Deus independente do Impossível, afinal, somos tudo o que a Palavra de Deus diz que somos, podemos tudo o que a palavra de Deus que podemos, e temos tudo o que a Bíblia diz que temos.

O bom é que Jesus, como fez com Marta, faz conosco por meio do Espírito Santo. Ele lembrou Marta da Palavra que Ele mesmo havia dito. A Bíblia diz que o Espírito Santo há de nos lembrar de todas as coisas que ele nos tem ensinado.

É bom lembrar que não basta somente lembrar, é preciso apegar-se totalmente a Palavra de Deus e praticá-la no nosso dia-a-dia. Esta é a primeira chave para vivermos o impossível.

2. QUE SE CRERES...
O resultado de ouvirmos a Palavra e guardá-la no nosso coração é o surgimento da fé. Quanto mais Palavra de Deus, mais Fé. Quanto menos palavra de Deus, menos fé. A bíblia ensina que a fé quando proclamada move o impossível: “Ele respondeu: Porque a fé que vocês têm é pequena. Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: “Vá daqui para lá”, e ele irá. Nada lhes será impossível”.

Aprendemos uma lição aqui: A fé não depende do seu tamanho para produzir seu efeito, ela precisa ser dita. A fé é declarada! Isto nos mostra que o que declaramos com nossos lábios determina se viveremos o impossível ou não. Por conseguinte, o final do verso também nos ensina que quando ela é praticada “nada”, repito: “nada”, nos será impossível. A bíblia não está dizendo que somente algumas situações não serão impossíveis de serem mudadas, mas nada será impossível. Que maravilha, não?!

Conforme Hebreus 11.1, fé é certeza das coisas que se esperam Ou seja, a fé está ligada a situações externas. Questões necessárias que esperamos. A fé nos leva a certeza de que estas questões externas serão acrescentadas nas nossas vidas.

Contudo, a bíblia também ensina que a fé é a convicção de fatos que não se vêem, ou seja, está ligada a questões internas. Convicção fala do que existe no nosso interior. A fé que nos levar a viver o impossível é uma semente que Deus planta nos nosso interior.

3. VERÁS A GLÓRIA DE DEUS...
Está convicção que temos dentro de nós gera uma imagem. A bíblia diz: “Não te disse eu que se creres, verás”. Ou seja, a fé me dá uma visão do invisível. Esta visão é uma fotografia imprimida dentro de nós, do impossível se tornando possível.

Quando temos fé, adquirimos uma visão, não da dor, nem da miséria, nem da enfermidade, nem da dívida, nem do impossível, etc., mas da Glória de Deus. Ou seja, a Palavra que gera fé, nos leva a contemplar a manifestação da glória de Deus, ou seja, do Seu Poder.

“Quando buscamos a Palavra de Deus, atraímos a fé. Quando temos a fé, atraímos a glória de Deus. Quando temos a Glória de Deus, vivemos o impossível”.

Esta fé, gerada através Palavra de Deus, e que nos dá uma visão da Glória, possui algumas características que precisam ser aplicadas. Do nascimento da fé até o “verás a glória” existem princípios que não podem se esquecidos. Eles são fundamentais para o impossível se tornar possível.

Veremos estes princípios logo mais na segunda reunião da campanha da “É impossível, mas Deus pode”. Deus pode mudar sua vida e você deve dar um passo em direção a isto...

Venha estar conosco na CCMF extensão em Águas Claras a partir das 19h30 desta quinta-feira – Av. Sibipiruna número 20 em frente ao teatro da Caesb http://www.ministeriodafe.com.br/ex_aguas.html.

Não perca!

Em Cristo, A Palavra de Deus encarnada
Pr. Hugo S. Lima

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

AS 04 GRANDES SUPERAÇÕES DE JOSÉ

# Última Parte

Por último, José teve que superar um desafio igualmente grande. Ele teve que vencer uma barreira fincada na sua alma. Ele teve superar a TENTAÇÃO DE VINGAR-SE DAQUELES QUE LHE FIZERAM O MAL (Gn. 45.1-15).

Sim! Ele venceu a si mesmo quando decidiu retribuir o mal que lhe fizeram com o bem que ele possuía (Gn. 47.11-12 / 50.15-21). Isto só me reforça a idéias de que cada um dá aquilo que tem. José tinha amor, perdão, vida, esperança e fé cultivada na sua alma. Foi isto que ele retribuiu para aqueles que lhe lançaram no buraco.

Ao invés de acusar, ele abre os braços. Ao invés de punir, ele abraça. Ao invés de subtrair, ele sustenta. Ao invés de rosnar, ele chora. E chorando, ele se abre para a cura. Enfim, não foi à toa que o seu sonho se tornou uma realidade! Era uma questão, principalmente, entre ele e Deus, e nesta questão, certamente José foi bem sucedido. Não se esqueça:

É, portanto mais digno
O amor recobrar.
É mais feliz poder descansar
Na justiça do Criador.


Não se engane: Foi por estas e outras razões que ele foi profundamente exaltado na terra da humilhação (Gn. 41.37-45), levantado como grande instrumento para o mundo (Gn. 41.56-57), e se tornou uma grande referência para sua geração (Gn. 50.22-26 / Hebreus 11.22).

RECOMPENSA sempre é certa para aquele que SUPERA!

Que sigamos o exemplo das suas atitudes. Não esqueçamos o que ele fez, para não deixarmos de fazer o mesmo.

Que Deus te abençoe.

Pense nisto!

Hugo S. Lima

AS 04 GRANDES SUPERAÇÕES DE JOSÉ

Parte # 03

A outra grande superação de José é vista naquele mesmo calabouço. Mesmo estando em meio às cadeias, ele não perdia a oportunidade de fazer o bem àqueles com quem compartilhava o mesmo ambiente. A prova disto foi quando ajudou o padeiro-chefe e o copeiro-chefe na interpretação dos sonhos que ambos tiveram. Ele não precisava fazer aquilo, mas o fez. Ele ajudou. Estendeu as mãos. Fez o que estava em suas condições. Exerceu o seu dom para ajudar. A um foi interpretado que morreria, a outro que seria restituído ao Palácio. A este último, José humildemente pediu que se lembrasse dele quando diante de Faraó, o que não aconteceu. Ou seja, José SUPEROU O ESQUECIMENTO DAQUELES A QUEM AJUDOU (Gn. 40.23).

Certamente, José aprendeu que o bem feito ao seu próximo, acima de tudo é um bem feito a si mesmo. Com ele aprendemos que a recompensa do bem que fazemos pode até não ser retribuída pelas pessoas que foram beneficiadas, mas com certeza, um dia ela será retribuída por Deus que é O MAIOR RECOMPENSADOR.

Infelizmente, as pessoas têm a tendência de lembrar mais facilmente do mal que lhe fizeram do que o bem praticado. José foi esquecido pelo bem que fez, mas não por Deus. Isto ensina-nos que o Senhor nunca se esquece dos seus filhos, Ele só age na hora devida.

Lembremo-nos que Jesus, num dos momentos mais difíceis da sua vida terrena, foi esquecido pelos seus discípulos. Em meio à aflição, suas palavras foram: “Não podeis orar nem uma hora comigo”?

Lembremo-nos que Paulo quando sendo julgado por sua fé, registrou as seguintes palavras: “Ninguém esteve comigo na minha defesa”.

É certo que muitas vezes enfrentamos situações de esquecimento. José, um tipo de cristo, nos mostrou que, pela graça de Deus, não só enfrentamos o esquecimento dos homens, mas podemos e devemos superá-lo. Ele demonstrou isto de tal forma, que nunca deixou de se lembrar daqueles que um dia o traíram.

Tomemos sua vida como exemplo, e sejamos capazes de superar qualquer esquecimento, seja lá de quem for.

Continua (...)

HUgo S. Lima

AS 04 GRANDES SUPERAÇÕES DE JOSÉ

Parte # 02
Em segundo lugar, José teve que SUPERAR A INJUSTIÇA DAQUELES A QUEM SERVIA (GN 39.7.20). Ele estava no palácio, cercado pela respeitabilidade conquistada com fidelidade sem igual. Servia com esmero. Era um escravo dedicado, com coração de príncipe.

No entanto, o inimigo tentou armar uma cilada. Potífera deixou a pomba-gira deitar e rolar. Diariamente assediava José e instava com ele para que se deitasse com ela. Mas ele manteve-se leal!

E como não caiu na sedução, Potífera tratou de despejar seu maior veneno: A MENTIRA. Simplesmente convenceu a todos, e principalmente seu marido, que José tentou seduzi-la. Que coisa louca! Se satanás é o pai da mentira, aquela mulher era a filha.

Com a mentira, Potífera “pariu” a injustiça e colocou essa “cria” no colo de José. Como conseqüência, este foi parar na masmorra sem nada ter feito.

Apesar de tudo, José considerava sua integridade diante de Deus mais importante do que sua integridade diante dos homens. Não violou sua devoção nem seu caráter. Preservou seus princípios. Foi pra cadeia, mantendo uma consciência livre.

Talvez um dos maiores desafios da vida, seja lidar com as injustiças que tantos cometem contra nós. Isto por que, muitas vezes a injustiça se manifesta com grandes calúnias e difamações, quando na verdade nada fizemos. A injustiça que pessoas cometem contra nós, não pode nos tirar a esperança, nem a certeza da justiça divina.

Jesus disse: “Bem aventurado os perseguidos por causa da JUSTIÇA, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós” (Mateus 5.10-11).

É interessante notar ainda, que a injustiça que fizeram contra José não lhe arrancou sua capacidade de servir. Ele continuou servindo, servindo, servindo..., e serviu naquele local até o dia que saiu de lá.

Que Deus te abenções!

Continua (...)

Hugo S. Lima

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

AS 04 GRANDES SUPERAÇÕES DE JOSÉ

Parte # 01

A história de José é uma das mais fascinantes experiências de fé da história bíblica e secular. Trata-se da história de um FILHO AMADO que se tornou ESCRAVO, que se tornou GOVERNADOR de uma dos maiores impérios de todos os tempos.

Sua história é fascinante por que em sua trajetória há um testemunho de SUPERAÇÃO extraordinária. Podemos aprender muitas lições com José, mas uma em especial é a capacidade de SUPERAR situações aparentemente insuperáveis. Para chegar aonde chegou, e se tornar quem se tornou, José superou vários obstáculos, tanto interiores como exteriores.

É também fascinante por que não é difícil nos identificar com o seu contexto. Perguntei a uma pessoa, enquanto escrevia este “post”, se ela conseguiria suportar um pouco dos desafios que José enfrentou. Sua resposta foi interessante. Ela me disse: “Não sei! Mas com certeza quero obter graça de Deus para superar todos os obstáculos da minha vida”. Achei a resposta interessante porque todos nós temos desafios de superações particulares. Talvez não passemos pelos mesmos desafios de José [Deus permita que não!], mas certamente, temos todos os dias grandes obstáculos para superar. Afinal, Deus nos permite grandes desafios, conforme nossa capacidade individual de superação, a fim de nos moldar para a grandeza.

Uma verdade precisa ser reafirmada: “Você tem a capacidade para SUPERAR todos os obstáculos da vida”. Nós temos! No entanto, assim como José, é preciso manter a fé inabalável ante os maiores desafios da vida. Ele superou pelo menos quatro, que são grandes lições para todos nós.

Em primeiro lugar, José teve que SUPERAR A TRAIÇÃO DAQUELES A QUEM AMAVA (Gn. 37.18 – 20 / 24 – 28). As pessoas que o levaram até o “buraco” foram simplesmente seus próprios irmãos. Aqueles com quem ele convivia foram aqueles que conspiraram contra ele.

Fico imaginando José procurando seus irmãos no campo. Alguém no caminho lhe indicando onde estavam. José seguindo as trilhas, sem imagina o que estava prestes a acontecer. Ah, irmãos, a traição é terrível!

No entanto, heroicamente José SUPEROU esta “maldade”. E só pode fazê-lo por uma única razão: Ele foi traído por quem menos esperava, mas nunca traiu Quem mais esperava nele: Deus.

E foi esta esperança no TODO PODEROSO que manteve seu coração aquecido mesmo diante da gélida traição. E é interessante perceber que apesar de tudo, ele não deixou de confiar nas pessoas em sua volta, assim como nunca traiu a confiança daqueles que confiavam nele. Isto é simplesmente sublime!

Tal sublimidade nos agracia com uma verdade: O que seus “invejosos” irmãos não sabiam, era que almejando manter José distante, eles estavam levando-o para mais próximo do seu destino. A traição fez parte do pacote para levá-lo ao seu grande chamado. Não estou falando que você precisa ser traído para chegar lá, mas muitas vezes não percebemos que por traz de certas traições pode se esconder um propósito supremo. É por isto que precisamos SUPERAR! Por que somente superando, caminhamos com a certeza de que Deus nunca vai trair a fé que depositamos Nele.

Sendo assim, SUPERE a traição!

Ela pode ser como uma noite que esconde nossas lágrimas,
Mas com certeza não é uma noite eterna.
O dia vai despertar, e com ele virá o renovo de todas as coisas.


Continua (...)

Hugo S. Lima

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ÁGUAS QUE FLUEM DO NOSSO INTERIOR

Sinopse da mensagem que será ministrada hoje

No interior do ser humano há uma sede insaciável! Não são poucos os que buscam inúmeros caminhos que tragam uma satisfação pessoal. São inúmeras famílias sedentas da verdadeira alegria e paz. Há um anseio profundo, principalmente em nossos dias, por transformação.

Você tem sede? De que? Deseja alcançar a verdadeira realização? Almeja concretizar seus sonhos? Deseja saciar sua sede?

Nesta busca incessante, mais cedo ou mais tarde, o homem acaba percebendo que neste mundo cruel, nada pode matar sua sede por completo, a não ser o cumprimento de uma grande promessa que lhe foi liberada.

E o maravilhoso de tudo isto, é que estamos vivendo o tempo do cumprimento dela. No entanto, existem verdades inegociáveis que devemos aplicá-las, se almejamos conquistá-la.

Venha descobrir o Caminho que te leva ao Milagre.

Venha viver as maravilhas desta promessa.

Venha desfrutar as grandezas destas verdades.

Venha ter sua vida e família transformada.

Hoje às 19h30 na Comunidade Cristã Ministério da Fé em Águas Claras.

Estarei te esperando!

Pr. Hugo S. Lima

terça-feira, 19 de outubro de 2010

REVERTENDO O IRREVERSÍVEL

Leia: II Reis 4.1-7
A situação daquela mulher não era nada fácil! Diz a bíblia que ela era viúva de um discípulo dos profetas e tinha dois filhos para sustentar. Estava numa situação de profunda necessidade, e como se não bastasse, os credores sem misericórdia estavam batendo em sua porta, querendo levar seus filhos, como forma de pagamento da divida.

Imagine só: Viúva, endividada e com o risco de perder seus “pimpolhos”. Aos olhos humanos, uma situação irreversível. Ou seja, aquela mulher precisava reverter o irreversível que só pode acontecer, por meio de uma intervenção sobrenatural, depois de algumas atitudes essenciais.

1. ELA BUSCOU DIREÇÃO ESPIRITUAL (01). Foi até o profeta buscar direção espiritual. Colocou-se debaixo de cobertura profética. Reconheceu a autoridade do homem de Deus. Com isso, obteve a direção necessária para reverter o irreversível. Ou seja, cobertura gera direção, que por sua vez traz proteção.

2. ELA NÃO NEGOCIOU SEUS VALORES (01)O credor quis negociar a escravidão dos filhos, mas o texto mostra que ela não concordou. Não aceitou negociações que comprometesse seus valores. Com isso, aquela mulher preservou sua consciência. Isto mesmo! Se você quer reverter situações irreversíveis, não comprometa sua consciência, nem seus valores, por causa de uma momentânea necessidade.

3. ELA OFERECEU O QUE TINHA (02)Apesar da sua terrível necessidade ela tinha algo para oferecer. E o que ela tinha não era nada comparado ao que precisava, mas era tudo o que Deus queria para fazer o milagre.

Precisamos lembrar que toda situação irreversível é vencida por uma entrega generosa. Toda necessidade revela uma grande oportunidade. Aquela mulher esteve diante da oportunidade de entregar o seu pouco, para que Deus lhe desse Seu muito. Ou seja, o milagre passa antes pela entrega do que há em nossas mãos, se almejamos o que está nas mãos de Deus.

4. ELA PÔS A MÃO NO ARADO (03)O fato de estar enfrentando uma situação difícil promoveu mais trabalho ainda. Diz o verso 03 que ela tinha que ir a todos os vizinhos pedir o máximo de vasilhas possível, o que daria um bom trabalho.

Ou seja, é preciso por a mão na obra. Disposição para trabalhar. Mais dedicação. É necessário mais esforço. Mais empenho. E este trabalho deve ser encarado como um desafio e não um fardo insuportável, pois a necessidade não é um fim em si mesmo. Ela é um agente motivador para um esforço maior.

5. ELA PRESERVOU SUA INTIMIDADE (04)O profeta orienta que ao chegar a sua casa a viúva deveria ter o cuidado de fechar a porta sobre si e sobre seus filhos. Fechar a porta sobre si e seus filhos revela proteção da intimidade. Na ocasião, o profeta estava dizendo o mesmo que o seguinte: “Olha viúva, quem deveria saber do teu problema já sabe”. Ou seja, existem as pessoas certas para quem devemos compartilhar nossas dificuldades. Não é para qualquer pessoa que você abre o teu problema. Não é para qualquer um que você expõe sua intimidade. Para reverter o irreversível é preciso manter a porta fechada.

6. ELA EXECUTOU A DIREÇÃO COM PLENA ORGANIZAÇÃO (05, 06).A viúva não só executou a orientação que foi dada (o que muitos não fazem), mas ela a fez com uma ordem bem definida. Diz o verso anterior que ela deveria fechar as portas, e colocar o azeite nas vasilhas. Porém, o verso cinco diz que seus dois filhos tinham a função de trazer a ela as vasilhas até que fossem cheias. Eles vinham um atrás do outros, esperando um ao outro ter sua vasilha cheia, para então voltar e repetir o processo, até que chegou uma hora em que um dos filhos disse: não tem mais vasilhas.

O que vemos aqui? Vemos a viúva executando a orientação que tinha com plena organização. Havia nesta situação a realidade da necessidade, o conhecimento do que se precisava para o milagre, mas também havia a liderança da mãe, as responsabilidades individuais de cada um, a cooperação mútua, e a comunicação entre eles. Ou seja, houve organização para se reverter o irreversível.

A conseqüência foi o seguinte:
1. Ela teve azeite conforme o tanto de vasilhas (06). Enquanto houve vasinhas teve azeite. O milagre foi ultra-extraordinário. Houve superabundância. Fartura. Foi um grande sinal de que só não teve mais por que não tinha mais vasinha para encher. DEUS REVERTE O IRREVERSÍVEL!

2. Ela deixou de ter dívidas por que teve muito azeite (06). Ou seja, todas as suas dividas foram pagas. Honradas. Quitadas por meio de um milagre. DEUS REVERTE O IRREVERSÍVEL!

3. Ela teve tanto azeite que encontrou sustento para toda vida (07). Ela não só teve benefício para um momento, mas sustendo de Deus para toda vida. DEUS REVERTE O IRREVERSÍVEL!

O que Deus quer fazer por você vai muito além de um momento!
Ele quer que você seja abençoado por toda vida!
Ele quer liberar azeite sobre as suas vasilhas!

Que Deus te abençoe!

terça-feira, 15 de junho de 2010

HOMENS DIGNOS DE HONRA

“Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse” (Filipenses 2.29)

O verso acima é uma recomendação apostólica para o povo de Filipenses. Trata-se de um protocolo cuja finalidade é honrar homens como Epafrodito. Primeiro, o verso aponta para a forma como este deveria ser recebido: Não com tristeza ou apatia, mas com grande celebração. Segundo, é estabelecido um padrão modelo sobre como tratar homens como ele: “Honrai sempre homens como este”. Ou seja, homens com o calibre de Epafrodito deveriam, e devem ser honrados em todas as ocasiões.

O que é honra?

Trata-se de um princípio de conduta pessoal baseado na ética, na honestidade, na coragem, na dignidade, no respeito, na pureza, na virtude e na relevância. Ter honra é ter relevância. Ser honrado é ter nossa conduta pessoal reconhecida, acima de tudo, diante de Deus.

Foi justamente por isto que Paulo recomenda aos Filipenses receber Epafrodito “no Senhor”. Desta forma, o apóstolo estava sinalizando para os Filipenses que aquele homem merecia a honra dos homens, mas que acima de tudo era reconhecido por ter a honra do “Criador”. Na prática, significa dizer que desonrar um homem como Epafrodito, é como desonrar o próprio Deus.

Partindo deste pressuposto fiquei pensando no que este homem fez para ser merecedor de tamanha honra. Após analisar o contexto cheguei a algumas conclusões:

1.Epafrodito foi alguém digno de profunda confiança (Vr. 25).

Tal confiança foi conquistada! Ele provou ser irmão, cooperador e companheiro de lutas. Com certeza, não era um traidor movido pelo egoísmo, mas um irmão movido pelo amor. Não era um aproveitador, mas alguém que sempre estava disposto a cumprir seu dever e estender suas mãos para ajudar. Não era um desertor que deixava seu companheiro para trás no front da batalha, mas alguém que estava ao lado nos momentos mais difíceis.

Sem dúvida, confiança se conquista com atitudes práticas e verdadeiras, como Epafrodito provou ter. Sua honra era resultados da confiança provada e adquirida ao longo da convivência.

2.Epafrodito foi alguém respaldado pela intervenção de Deus (Vr. 27)

Um homem digno de honra sempre estará ao alcance da misericórdia e da graça de Deus. Ou seja, a honra atrai o favor, e Epafrodito sabia muito bem disto. Ele estava respaldado pela intervenção soberana de Deus que o livrou da enfermidade mortal.

O que quero dizer é que é impossível um homem de honra diante dos homens e principalmente diante Deus, não ser visto pelo próprio Deus. É impossível que aquele que é digno de honra, não experimente em sua trajetória o agir de Deus dando-lhe condições necessárias para ir além de seus limites.

3.Epafrodito foi alguém cuja presença era motivo de profundas alegrias (Vr. 28)

Era um camarada que despertava tristezas e alegrias. Sim! Tristeza quando partia, mas alegria quando chegava (Imagine o contrário). Era uma pessoa que por tamanha honra, simplesmente, deixava imensa saudade.

Certamente, você já se deparou com pessoas que não fazem o mínimo de falta. Eu já vi pessoas cuja ausência trás um grande alívio. Isto é muito chato! Contudo, também constantemente me deparo com pessoas que ao chegarem num determinado lugar trazem consigo harmonia e festa no coração das pessoas. Sem dúvida, uma pessoa de verdadeira honra, assim como Epafrodito, promove alegria e segurança quando são vistas por perto.

4.Epafrodito foi alguém disposto a gastar sua vida por amor a obra de Cristo (Vr. 30)

Por fim, aprendo com este homem que a verdadeira honra nasce quando descobrimos e vivemos nosso propósito. A nossa honra está no nosso propósito! Epafrodito tornou-se digno de tamanha honra, por que acima de tudo dispôs a gastar a própria vida por amor a obra de Deus.

É triste ver tantas pessoas sem honra, por que antes vivem sem propósito, e por viverem assim, acham que a vida gira em torno de suas necessidades. São pessoas que vivem para si. Cegas quanto ao destino de suas vidas, e não dispostas a abrir os próprios olhos. Verdadeiramente, o egoísmo é a maior prova da desonra.

Em contra partida, pensemos: Há maior honra do que está disposto a morrer por amor a Cristo? Há maior honra do que está disposto a gastar-se por uma causa? Há maior honra do que está disposto a ir às portas da morte para suprir a carência do seu próximo? Há maior honra do que se entregar por uma missão?

Com certeza, não!

Sendo assim, é preciso entender que a honra exige sacrifícios, mas não podemos esquecer que ela tem sua recompensa. O homem pode até não valorizar sua conduta, mas com certeza Deus vai te honrar.

Por outro lado, pode até ser que, por circunstâncias desfavoráveis, você considere que esteja vivendo um momento de vergonha, mas tenha também a certeza de algo: A dupla honra que vem de Deus. E com certeza ela virá!

Que Deus possa te abençoar poderosamente!

Que você possa ser digno da honra dos homens, mas acima de tudo, da honra que vem de Deus!

Pense nisto!

Em Cristo que nos honra
Hugo S. Lima

terça-feira, 8 de junho de 2010

MARCAS DE UM HOMEM DE DEUS

I Reis 19.19-21

Olá vencedores e vencedoras,
Hoje gostaria de compartilhar um pouco das marcas que devem existir na vida de um homem e uma mulher de Deus. Bem, vejamos:


Já se passaram 2.800 anos e sua história permanece viva até os dias de hoje. Sua vida tornou-se uma referência profética e seus feitos uma fonte de profunda inspiração para nós. Foram 60 anos de poder. Uma vida dedicada a um propósito. Uma benção para uma geração. Refletir sobre sua história dá-nos grande motivação para a jornada que temos pela frente, além de nos fortalecer a certeza de que nunca seremos abandonados. Deus sempre estará ao nosso lado!

Este é Eliseu. O profeta do Senhor. Servo de Elias. Operador de milagres. Referência numa geração. Com ele aprendemos quais as marcas que um homem e uma mulher de Deus devem carregam em si.

Primeiramente, Eliseu não pestanejou naquilo que lhe foi desafiado (I RS. 19.19-21). Não voltou atrás. Não desistiu do chamado por causa daquilo que tinha que renunciar, mas fez disto uma linha divisória em sua existência.

Ele fez o que devemos fazer: Atendeu prontamente ao chamado de Deus e não olhou para trás. Não perdeu a oportunidade de assumir seu propósito supremo e dedicou-se ousadamente para fazer deste um instrumento que glorificasse o Nome do Senhor.

Nosso Salvador Jesus disse certa vez: “Quem lança mão do arado e olha para trás não é apto para o reino de Deus”.

Mais adiante vemos o quanto Eliseu se preocupava em abençoar os outros (II Reis 3.13-14). Era alguém disposto a ajudar o necessitado, a viúva, o estrangeiro, o povo. Ou seja, ele se ocupava com o crescimento espiritual das pessoas e gastava tempo criando soluções para facilitar suas vidas. Era um verdadeiro abençoador.

Porém, acima desta boa vontade, Eliseu era profundamente consagrado (II Reis 4.9). Seu caráter era santo. Seu proceder era fruto de um homem devotado a Deus. Era, como se espera de nós, alguém separado exclusivamente para resplandecer a verdade e a glória do Senhor.

Ou seja, as pessoas precisam olhar para nós e ver que somos referência. Estamos no mundo, mas não pertencemos aos seus valores. Somos santos, mas não alienados. Separados, mas não intocáveis.

Não podemos esquecer-nos do que está escrito no livro de Efésios 1.3 onde afirma que fomos escolhidos em Cristo, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele. Ou seja, somos destinados a santidade.

Por conseguinte, Eliseu foi uma pessoa de profunda resiliência, e ao mesmo tempo, ancorada numa fé inabalável e operante. Era alguém de milagres. Um homem usado por Deus para profetizar, ressuscitar mortos, curar leprosos, vencer exércitos, gerar riquezas. Andar com ele, era a certeza de caminhar na estrada do impossível e viver na dimensão do sobrenatural. Uma verdadeira aventura!

Sem dúvida, seu legado alimentou e continua alimentando a esperança de muitos em nossos dias. Sua morte foi digna de um herói da fé (II Reis 13.14-19) e sua influência póstuma é algo incrível! Diz a bíblia que num certo dia jogaram um cadáver na sua sepultura (II 13.20). Algo inóspito aconteceu: O cadáver simplesmente tornou a viver. Que maravilha não!? Mesmo depois de morto Eliseu comunicou vida.
Refletindo nisto, cheguei à conclusão de que o mesmo pode acontecer conosco.

Acredito que podemos, bem como devemos, ter uma vida digna de alguém que carrega as marcas da Glória, além do fato, é claro, de que nossa história de fé com Deus, como no caso de Eliseu, deve ser muito mais forte do que a própria morte.

Pense nisto.

Que Deus te abençoe!
Hugo S. Lima
Eu digo Sim para Família

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O DNA DE UM VALENTE

II Samuel 23.11-12

Olá vencedores e vencedoras,

Gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos sobre o DNA DE UM VALENTE. Ou seja, o seu DNA. Vejamos:

Ser “valente” significa ser confiadamente intrépido, profundamente ousado, grandemente enérgico e indiscutivelmente corajoso. Aprendi que uma pessoa valente é alguém de grande força e provida de grande valor. Sem dúvida, um destemido desbravador.

Acredito ser consenso entre nós que existem dois grupos de pessoas no palco da existência humana: O grupo dos covardes e o grupo dos valentes.
Os covardes são aqueles que sucumbem diante do medo, mas os valentes são aqueles que vencem a covardia.

Os covardes são aqueles que vivem sem um propósito, mas os valentes são aqueles capazes de dar a vida por uma causa maior.
Os covardes são aqueles fogem de seus problemas, mas os valentes são aqueles que vencem a si mesmos.
Os covardes são aqueles que desistem diante do impossível, mas os valentes são aqueles que fazem do impossível um impulso para a glória.
Um fato é inegável: Todo ser humano terá que decidir em qual dos dois grupos vai pertencer.


Agora, um nobre exemplo de um valente, que é o que nos interessa, é o do guerreiro Samá. Há um relato de seus feitos em II Samuel 23.11-12. Trata-se de alguém tão pouco comentado na Bíblia, mas profundamente inspirador para os nossos dias. Um homem pertencente a um time de pessoas seletas e exclusivas que tinham em suas divisas o título de “Valentes de Davi”. Eram pessoas poderosamente destacadas por méritos, e respeitadas por seus feitos. Tal guerreiro pertencia ao grupo dos principais valentes do monarca poeta.

Meditar sobre Samá é empolgante, pois me renova a compreensão de que, assim como ele, nós também somos valentes de um Reino, cujo Rei está acima de tudo e de todos de todos os tempos. Se o soldado Samá foi um valente do rei da sua nação, fomos escolhidos para sermos valentes do Rei dos reis, criador e sustentador de todo o universo, o Cristo Salvador.

Guarde isto em seu coração: Você carrega em sua vida o DNA de um verdadeiro valente! Alguém destinado ao triunfo! Soldado do Exército mais que vencedor, liderado pelo Reino da Glória, Jesus de Nazaré.

Agora, em contrapartida, precisamos entender que os Valentes do Rei possuem características poderosamente singulares. Podemos percebê-las no guerreiro Samá e contextualizá-las em nossas vidas.

Em primeiro lugar, podemos aprender que o valente do Rei nunca recua, mesmo que todos o tenham abandonado. Ele nunca retrocede no propósito custe o que custar. Não foge do combate e recusa-se recuar no meio da batalha. Ou seja, o valente do Rei não tem o espírito desertor, ainda que aparentemente se sinta abandonado. Em seu DNA não existe o código da desistência (Hb. 10.37).

Logo em seguida, percebemos com Samá que o valente do Rei se posiciona em favor das coisas valorosas. Ou seja, pessoas valentes não ficam em cima do muro. Não são pessoas indecisas. Pelo contrário, são pessoas que sabem o que querem e pelo que devem lutar. São decididas. Sabem a importância do posicionamento estratégico.

Nos versos em questão, vemos que Samá simplesmente se posicionou no meio do campo de lentilhas e o defendeu. Por quê? Por que o campo de lentilhas era algo extremamente valioso. Naquele tempo era uma tática de guerra destruir as safras agrícolas para que não houvesse produção, e através disso enfraquecer o exercito inimigo. As lentilhas se produziam e se produzem muito facilmente. É um prato favorito por todo oriente e as sementes tostadas da lentilha são consideradas o melhor alimento para sustentar um homem numa longa viagem, em tempo de guerra, ou em casos de emergências. Ou seja, o inimigo queria destruir algo muito valioso, mas houve quem o defendesse.

É impressionante como em nossos dias homens e mulheres pecam pela negligência. Negam a posição que lhes é atribuída. Não defendem os valores e princípios que regem a vida e a família e depois reclamam como verdadeiros covardes acuados em suas mazelas.

Com o valente do Rei é diferente! Ele considera o seu campo de lentilha. Ele se posiciona para defender o que para ele representa valores. Em seu DNA existe a força do posicionamento e a garra para batalhar até vencer. Com isso, minhas perguntas são: Qual o seu campo de lentilhas? Será que, de fato, temos defendido com fé e inteligência os nossos valores, como cristãos que somos? Será que temos nos posicionado a fim de promover o bem, sem temer o tamanho dos adversários?

Certamente, precisamos ser os valentes que fomos destinados a ser, até por que, aprendemos também que o valente do Rei realiza feitos extraordinários. Afirma os versos que Samá feriu sozinho um exército inteiro. Isto é algo simplesmente extraordinário e nos mostra o quanto ele foi relevante, incomum, surpreendente, realizador de feitos poderosos. Sem dúvida, fomos chamados para fazermos coisas comuns de forma extraordinária. Saiba disto: Em seu DNA existe o código da proeza.

Qual foi a recompensa disto tudo? O valente de Davi experimentou o livramento de Deus. Aliás, o grande livramento de Deus. Que maravilha! Aqui aprendo que o grande benefício de ser Valente do Rei dos reis é o fato de que experimentamos a Sua própria intervenção. Ele nos garante o seu grande livramento, para que possamos experimentar o gosto doce da vitória.

Que você possa viver isto, afinal, em sua vida existe o DNA de um valente.

Que Deus te abençoe

H. S. Lima
Eu digo Sim para Família

terça-feira, 25 de maio de 2010

MARCANDO SUA GERAÇÃO - Parte 06

ALCANÇANDO SEUS OBJETIVOS
Neemias 6.15-19

Nas últimas semanas, absorvemos lições fundamentais para que, servindo o propósito eterno de Deus, tenhamos uma vida que marque nossa geração. Temos sido constantemente desafiados a experimentar o poder da relevância. O sentido verdadeiro da nossa existência. O significado de uma vida que ultrapasse a linha imaginária do comum e do ordinário.

Obviamente, não quero ter a pretensão de afirmar que esgotamos todo o assunto desta magnífica história. Não! Até por que chegamos apenas no sexto capítulo e toda a narrativa, sem dúvida alguma, é um oceano inesgotável de inspiração celestial.

Nesta última mensagem, no entanto, quero falar um pouco sobre outro grande passo de Neemias para marcar sua geração que foi a capacidade de alcançar seus objetivos. Isto mesmo! Neemias revelou um grande potencial para concretizar seus sonhos e projetos. E isso só foi possível por que eles eram bem definidos em seu coração. Ou seja, ele tinha um plano de ação que deixava claro o porquê, o como e o quando começar. Neste plano Neemias sabia o que queria, e o que seria necessário para isso. A reconstrução dos muros simbolizava apenas uma primeira etapa a ser alcançada naquele processo. Um objetivo a ser realizado na longa obra que Deus lhe proporcionara. Vejamos:

1. Neemias promoveu a reconstrução das estruturais físicas e da identidade da nação;
2. Neemias promoveu a repovoação e crescimento do país;
3. Neemias promoveu o retorno aos valores morais na nação;
4. Neemias promoveu um grande avivamento no meio do povo.


Para isso, Neemias revelou a capacidade de perseverar no seu propósito apesar das dificuldades internas e externas. O verso 15 começa dizendo: “Concluiu”. Ou seja, ele não fez uma obra pela metade. Não a abandonou no meio do caminho por causa de situações decorrentes. Ele não pulou do barco quando as ondas estavam grandes. Ele foi até a conclusão dos muros. Ele não desistiu. E por causa desse espírito valente Neemias reconstruiu os muros de Jerusalém num tempo recorde de 52 dias. Ele quebrou barreiras, por que estava disposto a concluir.

É isto que falta em muitas pessoas: A força para resistir e não abandonar o que foi programado. Infelizmente, muitos abrem mão muito facilmente dos projetos de Deus, e muitas vezes, por situações tão banais.

É preciso entender que se queremos marcar nossa geração, não podemos fazer as coisas pela metade. Não podemos parar no meio do caminho custe o que custar. Precisamos como Neemias aprender a concluir. Foi o que o Apóstolo Paulo quis afirmar em II Tm. 4.7 quando declarou: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”.

Por outro lado, Neemias só pode completar a obra por que ele não operou na sua própria força. Ele preferia esperar e experimentar a intervenção de Deus. Ele só teve sucesso nos seus objetivos por que dependia da intervenção de Deus. Não foi seu talento, sua liderança, sua força, nem sua inteligência. Tudo isso certamente contribuiu e foram elementos importantes, no entanto, não foram determinantes. O determinante na vida e obra de Neemias foi à intervenção do Senhor e isso se tornou evidente aos olhos dos adversários, de forma que ficaram abismados, estarrecidos, chocados com o que Deus fizera.

Além disto, Neemias alcançou sua primeira meta, sem perder a perspectiva do todo. Ele creu na intervenção de Deus, mas também superou a tentação do comodismo (Neemias 7.1). Ele promoveu novas mudanças. Neemias não descansou após concluir uma primeira etapa. Ele não relaxou. A obra não acabava na reconstrução dos muros. Ainda existia muito a ser feito. Muitas outras conquistas ainda precisavam ser experimentadas. Ele conquistou uma etapa e não uma obra inteira. Ele continuou! Muitas vezes nosso maior inimigo são nossas maiores conquistas.

Muitos não conseguem dar um passo adiante no grande desafio de marcar sua geração, por que estão presos ao passado. É preciso se desvencilhar das conquistas, como também dos fracassos que aconteceram. Eles não podem, assim como não serão, carcereiros do nosso presente e futuro!

Que você possa PERSEVERAR na sua jornada!
Que você tenha a INTERVENÇÃO DE DEUS na sua vida!
Que você não perca a PERSPECTIVA DO TODO na sua geração!

Que Deus te abençoe poderosamente
Hugo S. Lima

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O DOM DE SER ILUSTRE


I Crônicas 4.9-10

Jabez foi cabeça de uma das famílias da tribo de Judá. Ao nascer, sua mãe deu-lhe este nome dizendo: “Com dores o dei a luz”. Na verdade, seu nome tem origem hebraica e significa: Ele entristece, ou pesar.

Sua história aparece nas escrituras uma única vez. E surge em meio a uma genealogia em que são citados mais de 40 nomes, quando repentinamente o autor abre uma janela para fazer uma citação especial: "Ele foi mais ilustre do que seus irmãos" (9a). O que significa dizer que Jabez foi alguém impossível de ser meramente citado.

A raiz da palavra ilustre é “Kabad” que significa ser importante, ter nome de peso, ser rico, digno, glorioso, ser honrado. Ou seja, Jabez foi alguém que não se permitiu ser estigmatizado por uma marca, mas que ousou marcar as pessoas por meio da vocação e intimidade que Deus lhe concedeu.

É certo que ele não pediu para ter aquele nome. Ele não provocou aquela situação. A força da circunstância gerou aquela marca e quis determinar seu estilo de vida. Contudo, aprendo com Jabez que eu não tenho domínio absoluto sobre as circunstâncias da vida, mas assim como ele, tenho liberdade para determinar como vou querer viver. Ou serei escravo das circunstâncias ou mestre delas. A decisão é minha! A decisão é sua!

Por outro lado, no verso 10 está o grande segredo de Jabez. É dito: “Jabez invocou o Deus de Israel”. Ou seja, o estigma da dor não foi desculpa para falta de intimidade com Deus. E isto mostra que Jabez sabia onde estava a cura para suas marcas. Ele aprendeu, e talvez com a própria circunstância, onde encontrar bálsamo para a sua dor. Foi preciso intimidade com Deus. Foi preciso dependência de Deus. FOI PRECISO UM CLAMOR a Deus! Nisto estava à força para prevalecer. Invocar significa chamar, clamar, recitar, gritar, proclamar. É declarar em voz alta. Jabez fez isto! VOCÊ TAMBÉM DEVE FAZER!

Primeiro ele clamou dizendo “Oxalá me abençoe”. E oxalá significa “queira Deus”. É como se ele estivesse falando: “Tomara que Deus me abençoe”! Ou seja, havia grande expectativa no coração de Jabez em relação ao favor de Deus. Na verdade, a raiz hebraica para benção é “barakah” que pode significar fontes, prosperidade, louvor de Deus, dom, presente e acordo de paz. Minha pergunta: “Você vive cada dia na expectativa da benção de Deus sobre sua vida, ou você já perdeu a esperança?”

Logo em seguida, sua petição foi ter suas fronteiras alargadas. Ele clamou por CRESCIMENTO territorial. “Alargar a fronteira” fala de POSSESSÃO MATERIAL. Fala de DOMÍNIO AMPLIADO. Que maravilha! Jabez vislumbrava o potencial de expansão que existia dentro de si. Ele ousou romper limites. Ele ultrapassou a esfera do ordinário. Minha pergunta: “Será que não é hora de você romper com esses limites que te cercam?”

Agora, para que o seu domínio fosse ampliado Jabez sabia que precisava de Mão de Deus sobre sua vida. Por isso ele também pediu: “Que seja comigo a tua mão”. Ou seja, Jabez sabia que precisava ter a plena direção de Deus nas decisões da sua vida. Ele tinha a certeza de que sem a Mão de Deus o sustentando na jornada ele jamais alcançaria seu objetivo. Sem a Mão de Deus o guiando na caminhada ele se perderia no caminho. Ele sabia que a mão de Deus era a Bússola da sua Vida. Minha pergunta: “Você é guiado pela vontade de Deus ou por suas próprias vontades?”

Por fim, Jabez clamou para que fosse preservado do mal. Ou seja, ele sabia que para alcançar o triunfo e tornar-se ilustre entre seus irmãos ele precisaria da proteção de Deus. Ele sabia que encontraria inimigos no caminho que fariam de tudo para lhe tirar o brilho da glória de Deus. Ele sabia que existiriam armadilhas e grandes investidas contra sua vida e que precisaria dos grandes livramentos de Deus, e isto lhe dava ousadia para avançar mais ainda. Minha pergunta: “Quem é o teu protetor?”

O resultado desta oração? Simplesmente, Deus lhe concedeu o que ele pediu (10). FANTÁSTICO! E mais maravilhoso ainda é saber que Deus deseja fazer o mesmo por nós. Ele deseja nos tornar ilustres, nos abençoando, nos ampliando, nos guiando e nos guardando. Para tanto precisamos entender uma única verdade que Jabez sabia muito bem:

“ANTES DE SERMOS ILUSTRES EM NOSSA GERAÇÃO, DEVEMOS PRIMEIRO SER ILUSTRES AOS OLHOS DE DEUS”.

Pense nisto.

Que Deus te abençoe poderosamente

Hugo S. Lima

segunda-feira, 10 de maio de 2010

MARCANDO SUA GERAÇÃO - Parte 05

PREVALECENDO AS OPOSIÇÕES
Sermão ministrado na Comunidade Cristã Ministério da Fé, extensão em Águas Claras no dia 09 de maio de 2010.

Por H. S. Lima

“Disto ficaram sabendo Sambalate, o Horonita, e Tobias, o servo Amonita, e muito lhes desagradou que alguém viesse procurar o bem dos filhos de Israel”. (Neemias 2.10)

É fato que todos nós enfrentamos oposições quando dispomos nossa vida ao serviço do Reino. E ao contrário do que muitos pensam as oposições que enfrentamos na missão da nossa existência são extremamente importantes para dar maior sabor as nossas conquistas. Ou seja, “os teus adversários sempre serão instrumentos para tua promoção”.

Por outro lado, os opositores geralmente são aqueles que não fazem o bem, e não querem que os outros façam. Eles se incomodam com aquilo que alguém procura fazer em prol de seu semelhante. Isto me trás uma nobre lição: Há ocasiões em que precisamos ver o incomodo das oposições para fortalecermos a certeza de que estamos no caminho certo. Isto significa que nossa postura tem que incomodar o inferno, sim! Pois, se não incomodarmos o mal é por que não estamos fazendo o bem. Diz o verso: “e muito lhes desagradou que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel”. A partir deste relato, vemos estratégias da oposição para engessar Neemias e paralisar a obra que ele propusera em seu coração. Contudo, a forma como Neemias reagiu aos seus opositores determinou o seu sucesso.

Primeiramente, Neemias sabia que vencer a oposição era resultado de confiança total no poder de Deus. (2.20). Ir para o combate sem esta certeza seria e é marchar para a derrota. Ele sabia que sua força não vinha do seu próprio braço. Ele não colocava sua confiança no seu intelectualismo nem nos seus relacionamentos. Pelo contrário, Neemias dependia plenamente do favor de Deus. Ele reconhecia a soberania do Senhor e esperava Nele.

Além disso, Neemias também sabia discernir a verdadeira fonte da sua oposição (4.4/6.14). Ou seja, era alguém que entendia que mais do que uma batalha natural, existia uma oposição espiritual. A maior prova disto é que diante das afrontas ele orava constantemente entregando seus adversários nas mãos de Deus. Muitos fracassam por que não entendem que a vitória começa no Reino espiritual. Precisamos entender que nossa guerra não é contra carne ou sangue e sim contra principados e potestades espirituais (Efésios 6.12), o que vai exigir de nós discernimento espiritual.

Por conseguinte, Neemias planejou um sistema de combate para enfrentar seus opositores (4.9, 13, 23). Ele se preparou. É preciso está preparado para defesa e para o ataque. Ou seja, não ignorar os ardis do adversário. (Efésios 6.13). Ele organizou o povo e usou armas para o contra-ataque. É preciso usar as armas certas para prevalecer no combate.

Logo em seguida, Neemias promoveu motivação para enfrentar a adversidade (4.14). Em meio ao caos houve uma proclamação da vitória carregada de inspiração Divina. Neemias estava motivando as pessoas liberando fé no coração delas, ainda que tudo conspirasse contra. Ou seja, ele protegeu a nação do desanimo e do medo, além de demonstrar o propósito de se lutar pelos compatriotas e pela família. Devemos entender que a primeira vitória começa dentro de nós. É a vitória da fé.

Por fim, Neemias não perdeu o foco da sua obra (6.3). O adversário quer que você perca o foco, para que a partir daí você se embarace, e com isso dê espaço para que ele ataque e prevaleça. Ele quer que você venha se distrair, se preocupando com situações em sua volta ao invés de focar na missão de Deus.

Tudo isto e mais algumas verdades foram aplicadas por Neemias para prevalecer ao espírito opositor. O resultado foi que os intentos dos inimigos foram frustrados (Ne. 4.15) e o reconhecimento da vitória por parte deles foi notório (Ne. 6.16).
Que seja assim em sua vida! Confie no poder de Deus, reconheça a fonte da batalha, esteja preparado, mantenha a motivação e não perca seu foco.

Certamente a vitória virá!

Que Deus te abençoe.
Semana que vem daremos continuidade a está coletânea falando sobre o poder da concretização. Te aguardo!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

MARCANDO SUA GERAÇÃO - Parte 04

Aplicando a Sabedoria

Neemias 2.11-20

Resumo do Sermão ministrado no dia 02 de maio de 2010.

Depois de aproveitar a oportunidade dada por Deus diante do rei, e após obter autorização para reconstruir sua nação, Neemias imediatamente começou a executar o projeto que havia no seu coração.

O verso 11 afirma que ele chegou a Jerusalém onde esteve por três dias. Durante esses dias Neemias revelou em sua vida uma poderosa e indispensável ferramenta que, sem dúvida alguma, precisamos ter nas nossas vidas. Neemias revelou profunda sabedoria para cumprir o seu propósito.

O que é sabedoria? Na prática, é a habilidade de agir acertadamente. A capacidade de discernir caminhos corretos.

Veja o que diz Tiago 1.5-6: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento.”
Observe que...

A sabedoria está disponível a quem dela necessitar. “Se, porém, algum de vós necessita”.
• A sabedoria precisa ser buscada. “Peça-a”
• A sabedoria tem uma fonte suprema. “Peça-a Deus”
• A sabedoria faz parte do plano de Deus para todos. “que a todos dá liberalmente”


Deus deseja liberar sabedoria para sua vida! A bíblia afirma: "Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento; pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda mais do que o ouro". (Prov. 3.13-14)

Com Neemias aprendemos muito sobre a importância da sabedoria. Sem dúvida, está no palácio, bem como a condição da sua nação, fez dele alguém sábio. No texto que lemos, ele demonstrou profunda sabedoria para iniciar a obra.

Primeiramente, Neemias é claro ao dizer: “Não declarei a ninguém o que o meu Deus me pusera no coração para eu fazer em Jerusalém”. (12) Ou seja, ele tinha noção da sua missão, ao mesmo tempo em que sabia a necessidade de sabiamente se guardar. Isto é muito sério! A sabedoria guarda os nossos corações.

Neemias não saiu falando a todos o seu plano. Ele foi com cautela. Não foi afobado, afoito. Pelo contrário, ele começou com calma e prudência. Acredito que entre outras coisas, ele não queria promover a rejeição. Ele não queria dar a entender que seria o “manda chuva” do processo de mudança da nação.

Para marcar sua geração, sem duvida, foi preciso guardar o que Deus falou ao seu no coração. Foi preciso saber o momento certo para falar o que de fato, precisaria ser falado. Neemias teve sabedoria, e isso foi fundamental para o cumprimento da sua missão.

Logo em seguida, Neemias aplicou a sabedoria para avaliar a condição das estruturas da cidade de Jerusalém (13-15). Ele sabia que os detalhes são importantes para uma grande obra. Ele não se deixou levar pela empolgação. Ele tinha noção da condição de Jerusalém por causa do exílio e do relatório de Hananias, contudo, a sabedoria o direcionou a inspecionar. Calcular. Analisar. Perceber. Visualizar. Isto é sábio! Por quê? Por que não geraria precipitação? É preciso analisar para se tirar conclusões acertadas. A bíblia ensina que aquele que deseja construir uma torre deve primeiro se assentar e calcular os custos para isso.

Depois, Neemias aplicou a sabedoria para influenciar os lideres e o povo da sua nação (16-18). Para marcar sua geração foi preciso influenciar. Mas para influenciar foi preciso sabedoria. Qual foi o método sábio de Neemias? Influenciando, não impondo. Ele não chegou dizendo: “Vocês precisam reconstruir essa nação”. Pelo contrário, nos versos 17 e 18, ele...

(01) desperta o senso de responsabilidade nos lideres e no povo, mostrando a condição da nação, e se incluindo nesta condição.
(02) Colocou-se como alguém que participaria ativamente do processo de reconstrução (Não estou aqui pra mandar, mas para fazer junto).
(03) Desafiou todos a saírem do opróbrio, ou seja, desonra, afronta vergonhosa, vexame.
(04) E, além disso, não titubeou quando afirmou que aquela obra era chamada de Deus.


Conseqüência: Todos foram motivados. Eles disseram: Disponhamo-nos e edifiquemos. Todos foram fortalecidos. O Verso conclui dizendo: “E fortaleceram as mãos para a boa obra”. (18)

E, por fim, Neemias aplicou a sabedoria para responder a zombaria e o desprezo dos incrédulos (19-20). Quando estava prestes a executar a obra se deparou com a incredulidade de alguns. Contudo, sua reposta a zombaria e ao desprezo foi à altura de alguém profundamente sábio. A imprudência muito provavelmente o impulsionaria a querer tomar satisfação do que fora dito, porém, Neemias preferiu responder sabiamente.

Ele disse: “O Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém”. (20).

Ou seja, Neemias responde aos incrédulos afirmando suas convicções, baseadas numa sabedoria impressionante. Ele tinha certeza que, apesar de alguns não acreditarem, Deus estava no controle, e por isso todos que se associassem a este projeto teriam bom êxito. Além disso, ele sabiamente afirmou a importância do cumprimento das suas responsabilidades: nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos. Ou seja, ele foi sábio por não deixar a zombaria e o desprezo atrapalhá-lo, como, sem dúvida devemos também fazer, uma vez que lidaremos com as mesmas situações.

Que você possa marcar sua geração aplicando a sabedoria de Deus em tudo na sua vida.

Que você possa ter sabedoria para guardar seu coração, avaliar bem as estruturas e ver o que precisa melhorar. Que você possa ter sabedoria para influenciar sua geração e para lidar com a atitude dos incrédulos e invejosos.

Que Deus abençoe sua semana...

Com muita sabedoria.

Com amor em Cristo,

Hugo S. Lima
Eu digo sim Para Família.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

MARCANDO SUA GERAÇÃO - Parte 3

APROVEITANDO A OPORTUNIDADE PARA FAZER O BEM

"Disse-me o rei: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos céus". (Neemias 2.4)

Prosseguindo no seu objetivo e depois de orar pedido a Deus mercê perante o rei, Neemias deparou-se com um dia inóspito. Não era um dia comum, pois seu coração amanhecera triste. Isso mesmo! Seu rosto estava abatido. Ele estava num dia difícil. Imagino que desde o amanhecer idéias rondavam seus pensamentos e lembranças despertavam sua consciência. Seu interior estava remoído pelos relatórios que continuamente recebia. A condição do seu povo incomodava profundamente sua alma de forma que ele não conseguiu disfarçar o seu sentimento. Aquilo era tão evidente que o rei lhe perguntou: “Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza de coração”.

Naquele instante Neemias respondeu:

“Viva o rei para sempre! Como não me estaria triste o rosto se a cidade, onde estão os sepulcros de meus pais, está assolada e tem as portas consumidas pelo fogo”?

Ou seja, foi um dia amargo para Neemias. Ele disse que nunca antes esteve daquela forma diante do rei. Contudo, para sua surpresa, naquele mesmo dia, Neemias encontrou o rei de ótimo humor. Ele encontrou o rei interessado e disposto a ajudá-lo. Em outras palavras, Neemias providencialmente caíra na graça do rei. Ele teve sua oração respondida.

Como Deus respondeu sua oração? Transformando o dia triste numa grande alegria. Deus usou o momento difícil para lhe abrir uma grande porta. Ele providenciou o momento certo, a indagação certa para a oportunidade única. Isto me faz lembrar algo que Jesus disse em João 16.20b quando anunciava a vindo do consolador, o Espírito Santo. Ali está registrado:

“vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria”.

Ou seja, todos nós enfrentamos momentos difíceis, porém servimos ao Deus que converte momentos difíceis em grandes bênçãos. Aquele não foi um momento meramente ocasional. Aquele dia foi à grande chance para Neemias. Foi o momento exato de Deus!

Muitas vezes não entendemos que Deus trabalha de uma forma além da nossa compreensão. Ele trabalha como quer e para o nosso bem. Isto significa afirmar que “Nunca devemos ignorar um momento difícil na vida. Deus pode usá-lo para abrir uma grande porta para nós”.

Muitas vezes Deus permite um momento de tristeza para promover uma oportunidade extraordinária. Muitos não entendem isto por que vivem segundo suas emoções, guiados por seus sentimentos e não segundo a fé. Talvez você esteja passando por um momento difícil. Talvez existam situações tentando entristecer seu coração. Contudo, não pare! Não desista! Continue! Creia! Pois Deus pode e deseja fazer do momento triste a grande chance da sua vida.

Diz o texto que o rei lhe fez uma pergunta: Que me pedes agora? Ou seja, o que você quer? Olha a chance de Neemias. O rei lhe abre a porta para um pedido, assim como creio que Deus hoje está abrindo portas para sua vida. Foi o momento preparado por Deus. E esse momento revela a terceira grande lição de Neemias para marcar sua geração.

E qual foi?

Neemias soube aproveitar muito bem as oportunidades para, em Deus, começar a fazer o bem ao seu próximo.

Em outras palavras, precisamos entender que para marcar a nossa geração não podemos deixar as oportunidades passarem. Não podemos deixar nossas oportunidades serem roubadas. Neemias almejava uma oportunidade para fazer algo de valor pelo seu povo. Ele queria reconstruir a história da sua nação. O que lhe faltava? Um momento oportuno que naquele dia lhe bateu a porta.

Em Gálatas 6.10 afirma: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”.

Certamente, existem tantas pessoas com todas as possibilidades para fazer o bem para o seu próximo e não fazem. Neemias podia muito usar a crise da sua nação, ou a sua tristeza para justificar uma falta de atitude. Mas ele age diferente. Por quê? Por que é justamente a crise que diferencia aqueles que pensam como escravos daqueles que pensam como príncipes. Os que têm mentalidade de escravo reclamam no tempo da crise, os que pensam como príncipes vêm na crise à grande oportunidade de Deus. Neemias tinha uma mentalidade de príncipe e não de escravo, por isso soube aproveitar a oportunidade.

Winston Churchill disse uma celebre frase: O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.

Em Colossenses 4.5 diz: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades”.

Neemias soube aproveitá-la quando ela lhe bateu a porta. Eu quero dizer a você hoje: Não perca as oportunidades para marcar sua geração. Não perca as oportunidades de Deus para sua vida. Aproveite cada chance para ser alcançado pela sua maravilhosa graça. Pela sua Palavra. Pelo seu poder. Não perca as oportunidades que constantemente Deus lhe dá por meio das pessoas, por meio da sua igreja, por meio da sua família. Aproveite as oportunidades para crescer, melhorar, aperfeiçoar. Aproveite a oportunidade para fazer o bem por que amanhã muitos desejarão ter oportunidade para te abençoar. Aproveite este dia para fazer algo relevante pela sua geração, pois você não poderá reclamar amanhã da oportunidade que deixou passar hoje.

Hoje é o dia da sua grande oportunidade.

Por isso, aproveite logo! Agarre as oportunidades e seja bem sucedido para a glória de Deus.

Pense nisto!

OBS.: SE VOCÊ DESEJA RECEBER ESTA MENSAGEM NA INTEGRA EM ÁUDIO, SOLICITE POR MEIO DO E-MAIL: prhugo@gmail.com

SEMANA QUE VEM NÃO PERCA A QUARTA MENSAGEM DA SÉRIE MARCANDO SUA GERAÇÃO NA COMUNIDADE CRISTÃ MINISTÉRIO DA FÉ EM ÁGUAS CLARAS A PARTIR DAS 17H.

H. S. Lima
Eu Digo Sim para Família - www.sandrafaraj.com.br

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Série - MARCANDO SUA GERAÇÃO


Sermão ministrado na Comunidade Cristã Ministério da Fé em Águas Claras no dia 18 de Abril de 2010

Parte 2
O Compromisso com a Oração


“Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.” (Neemias 1:4 RA)

“Para marcarmos nossa geração devemos ser marcados pela oração”.

Hoje, estamos em nossa segunda semana da série “Marcando nossa Geração”. Semana passada, vimos que para marcar sua geração Neemias foi um homem que não se contaminou com o vírus mortal da indiferença. Demonstrou interesse pelo seu povo. Fez da má notícia a missão da sua vida. Decidiu sair do conforto do palácio, e, se identificou com a dor da sua nação.

O verso que usamos para expor este último princípio é o mesmo que utilizaremos como base para a nossa ministração hoje. Diz o verso que Neemias assentou-se, chorou e lamentou por alguns dias. Ou seja, o choro teve um prazo determinado. Ele durou alguns dias. E isto só foi possível por que Neemias decidiu sair de condição do lamento para assumir um posicionamento espiritual.

Ou seja, ele se quebranta por meio do Jejum, e se colocar diante de Deus em oração. A dor é vencida pela oportunidade de falar com o Senhor. O choro é tragado pelo quebrantamento espiritual. O lamento é transformado em atitude diante de Deus. Ele encontra segurança na oração.

É na oração que alcançamos refúgio, consolo e força. É orando que encontramos a paz e a convicção de que tudo está controle de Deus. É no exercício da oração e do Jejum que aprimoramos a nossa capacidade de ouvir a Deus e onde somos revestidos de poder.
A bíblia diz em Tiago 5.16: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”.

Devemos aprender que para marcar nossa geração devemos ter profundo compromisso com a oração e com o Jejum. O jejum subjuga a nossa vontade. A oração nos aproxima da vontade de Deus. Neemias decidiu se levantar do choro para falar com Deus. Ele preferiu colocar diante do Senhor a situação do seu povo. Ele orou pela sua nação.
Orar deve ser primazia de todo cristão. Tudo começa com oração e o Jejum. Seus sonhos, seus projetos, sua missão, suas decisões devem preceder a oração. Jesus em Mateus capítulo 04 começa o seu ministério orando e jejuando por 40 dias.

Antes de entrar em ação Neemias ficou aproximadamente 03 a 04 meses em preparação espiritual. Foram meses de orações e jejuns. Foram meses onde Neemias, por meio do seu compromisso espiritual, cresceu a convicção de que havia algo que ele poderia fazer para ajudar seus irmãos. Foram meses em que ele ouviu a voz de Deus. Foram meses de perseverança na oração.

“Para marcarmos nossa geração devemos ser marcados pela oração”.

Veja o que afirma o livro Ezequiel 22.30: Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.

Deus procura homens e mulheres que tapem o muro e se coloquem na brecha pelo Brasil. Deus quer responder as orações dos justos em favor desta terra. Em sua geração Neemias foi um homem que se colocou na brecha em favor da sua terra. Minha pergunta é: Você está disposto a ser alguém que se coloca na brecha pela nossa Cidade e País? Você está disposto a ser um Neemias em sua geração?

A descrição da oração poderosa de Neemias está a partir de verso 05 até o verso 11. Nestes versos existem lições preciosas sobre uma oração que marcou uma geração inteira, e que podemos contextualizar as nossas vidas. Quero explanar rapidamente quatro lições sobre a oração de Neemias.

No verso de número 05 ele começa sua oração dizendo: “ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!

Ou seja, ele começa reconhecendo a grandeza de Deus. Enfatizando a soberania do todo poderoso. “Senhor dos céus, Deus grande e temível”. Ele começa exaltando os atributos de Deus. “Que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!”

Ou seja, Deus é maior do que qualquer situação por mais terrível que seja. Ele honra sua parte na aliança, e sempre está disposto a exercer sua misericórdia em nossas vidas.

Logo em seguida, nos versos 06 e 07 vemos algo extraordinário. Vejamos o que ele diz: Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado. 07 Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo.

Ou seja, Neemias orou intercedendo, confessando e se identificando com o pecado do seu povo. Ele não expõe suas necessidades. Ele não pede por suas causas pessoais. Não! Neemias clama pelos filhos de Israel. Ele clama pelos servos de Deus. Ele clama pela nação e ele o faz dia e noite.

Ele clama por pessoas. E não só isso. Ele confessa os pecados dos filhos de Israel e vai mais longe quando diz: “os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado. 07 Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo”.

Ou seja, ele se inclui nisso. Ele reconhece e confessa que é pecado seu também. É uma oração que revela sua imperfeição. É uma oração que reconhecer a necessidade do perdão Daquele que é perfeito.

Após fazer tal confissão, Neemias ousadamente orou a Palavra de Deus. Olha o que ele diz no verso 8-10: “08 Lembra-te da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Se transgredirdes, eu vos espalharei por entre os povos; 09, mas, se vos converterdes a mim, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes, então, ainda que os vossos rejeitados estejam pelas extremidades do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. 10 Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com teu grande poder e com tua mão poderosa”.

Eu fiquei pensamento na ousadia de Neemias ao citar estas palavras. Deus gosta de orações ousadas. Deus espera orações ousadas. Ele só foi ousado por que ele tinha uma promessa bíblica para se apegar.

Neemias não desistiu da palavra mesmo que tudo parecesse contrário. A lição aqui é essa: “Permaneça na palavra ainda que tudo pareça perdido, e isso vai te dar respaldo para suas orações”.

A bíblia afirma em I João 5.14-15: “E esta é a confiança que temos pra com Ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele nos ouve. (15) e, se sabemos que Ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”.

Por fim, Neemias ora de uma forma especial como podemos ler a partir do verso 11, onde diz: 11 Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; concede que seja bem sucedido hoje o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem.

Ou seja, ele faz um pedido estratégico. Ele orou com sabedoria. Ele não só pede para ser ouvido como pede que seja bem sucedido no seu objetivo. E até neste pedido pessoal Neemias é generoso, por que o que ele quer é que a sua oração pelos seus irmãos seja ouvida e que ele seja bem sucedido na sua missão de ajudá-los. Esse é o seu pedido pessoal. Logo em seguida ele pede favor diante do rei. “dá-lhe mercê perante este homem”. Ou seja, ele sabia que para cumprir sua missão precisava cair na graça do rei. Então ele orou para que essa porta fosse aberta. Creia nisso: Suas orações vão abrir portas na sua vida.

Toda grande missão requer orações estratégicas. Para marcar uma geração é preciso sábias orações.

A bíblia em Tiago 4.3: “pedis e não recebeis, porque pedis mal...”

A bíblia em atos dos apóstolos diz que algumas pessoas oraram durante dias, até que foram revestidas de poder. A partir deste revestimento de poder aqueles homens e mulheres marcaram a história do seu tempo, tanto que o livro que relata seus feitos chama-se “Atos dos apóstolos”. Que você possa ser revestido de poder por meio da oração. Que você possa marcar a sua geração.

Que Deus te abençoe.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Série - MARCANDO SUA GERAÇÃO

Sermão ministrado na Comunidade Cristã Ministério da Fé em Águas Claras no dia 11 de Abril de 2010

Parte 1
Vencendo a Indiferença

“Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo” (Neemias 5.19).

“Aquele que não nasceu para servir, não serve para viver”.


Quem foi Neemias?
Neemias foi copeiro do rei Artaxerxes. Naquele tempo o copeiro era considerado um tipo de “primeiro ministro” e “mestre de Cerimônias”. Desempenhava suas funções acima de todos os demais no palácio. Seus privilégios, o seu poder e a sua riqueza eram extremamente proverbiais.

Seu nome significa “Jeová conforta”. Certamente foi membro de uma família importante de Judá, que tinha sido levada a Babilônia no exílio do início do séc. VI A.C. Era considerado um homem de profundo caráter e grande reputação, e mostrava sinais de uma nobreza notável, o que foi fundamental para que fosse escolhido para a posição de copeiro.

Um grande estudioso do antigo testamento disse acerca de Neemias: “Sua admirável capacidade de vencer dificuldades e seu devotado caráter, assim como o cordial apoio que ele deu a Esdras, tudo isso faz de Neemias um dos mais atraentes personagens no antigo testamento e sua carreira representa um adequado clímax à história que foi registrada”.

Essa história é a prova de que alguém disposto, e nas mãos de Deus, pode realizar infinitamente além daquilo que se pode imaginar. Deus procura alguém disposto a ser usado. Ele não quer que você seja somente exemplo na sua casa, mas referência numa geração. Será que você está disposto a ser um Neemias no seu tempo? Será que você pode afirmar: “Eis-me aqui Senhor, usa-me conforme a tua vontade”.

É preciso compreender que Neemias surgiu numa época de profunda desolação estrutural, social, moral e espiritual da sua nação. Na verdade Israel estava em completa ruína, dispersos e desolados. No capítulo 01 verso 03 é dito o seguinte: “Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas”.

Flávio Joséfo relata que tudo es¬tava em muito mau estado, que as muralhas da cidade estavam em ruínas e que não havia males que os povos vizinhos não lhes causassem, pois devastavam continuamente os campos, levavam prisioneiros os habitantes da cidade, e freqüentemente encontravam-se cadáveres pelas estradas.

Foi nesse contexto que Neemias surgiu como instrumento de Deus para reconstruir não só os muros, mas os valores e a história da sua nação. Diz a bíblia que o plano de reconstruir os muros foi executado com tamanha habilidade e ímpeto que foram finalizados num período assombroso de cinquenta e dois dias. Ele foi para Jerusalém no ano vigésimo do reinado de Artaxerxes (445/444 a.C.), e tornou-se lider da nação. Foi estabelecido como governador do seu povo e tornou-se um canal de Deus para um grande avivamento na sua geração.

O que Neemias fez para marcar o seu tempo? O que podemos aprender com ele? O que fazer para marcar a nossa geração. Primeira grande lição:

1. NEEMIAS NÃO FOI INDIFERENTE A REAL SITUAÇÃO DO SEU POVO

O que significa indiferença: Indiferença no sentido mais prático é insensibilidade, apatia, impassibilidade, inércia. Num sentido mais radical é como um virar às costas as pessoas. É ignorar o pertencer.
O escrito e prêmio Nobel da literatura Elie Weisel (Um judeu ex-prisioneiro dos campos de concentração de Auschwitz) disse acerca da indiferença: “A indiferença reduz o outro a uma não existência”. (Série de conferências sobre o Milênio no ano 2000, organizadas pelo então presidente Bill Clinton)
Um dos piores males que pode existir na humanidade é a indiferença. Na verdade, a indiferença é a falta de humanidade. Jesus falou sobre isto quando citou a parábola do Bom Samaritano. Na ocasião um interprete da lei quis colocar Jesus com a seguinte pergunta: Quem é o meu próximo?
A partir do verso 33, vemos pelo menos três atos do bom samaritano que demonstraram sua profunda sensibilidade ao seu próximo: 01. Ele se compadeceu do certo homem. 02. Ele cuidou das feridas do certo homem. 03. Ele deu dignidade ao certo homem.
Isto é que nos torna diferentes! Sabe como Neemias marcou a sua geração: Vencendo a indiferença. Ele foi um bom samaritano. Sabe como vamos marcar nossa geração? Vencendo o mal da indiferença. Não sendo e não aceitando a indiferença.
Como vemos isso em Neemias? O que ele fez para vencer a indiferença e marcar a sua geração?

1.1. Ele demonstrou interesse perguntando pelo seu povo

O capítulo 01 verso 02 diz: “veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então, lhes perguntei pelos judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém”.
Você há de concordar comigo que há muitos que preferem ficar calados para não se comprometerem. Existem muitos que preferem o silêncio cúmplice, o descompromisso, a indiferença. Com Neemias é diferente. Ele pergunta sim! Ele demonstra interesse pelo seu povo. Ele vence a indiferença.
Em primeiro lugar Neemias venceu a indiferença demonstrando interesse pelos Judeus. Ou seja, ele se interessou pelas pessoas. Ele se preocupou com a vida deles. Como elas estavam. Neemias só pode marcar sua geração por que se preocupou com pessoas.
Vivemos num tempo onde as pessoas brigam pelo que é seu. Onde pessoas querem conquistar seu espaço na sociedade, e muitas vezes não conquistam no coração de Deus. Vivemos num tempo marcado por pessoas preocupadas com seus bens, com sua profissão, com suas vontades, com seu bem estar. Isto não é errado! Porém, se torna errado quando é mais importante do que as pessoas. O filho pródigo errou quando sua herança se tornou mais importante do que sua família.
Neemias marcou seu tempo por que se preocupou com pessoas. O poder do cristianismo está justamente no amor pelo seu próximo. Nada pode contra o amor. Jesus disse: Amai a Deus acima de todas as coisas, e ao teu próximo como a ti mesmo. Só marcaremos nossa geração demonstrando interesse pelas pessoas em nossa volta. Sendo cristãos autênticos, verdadeiros e poderosos.
Em segundo lugar, Neemias demonstrou interesse por Jerusalém. Para um Judeu a cidade de Jerusalém era e é considerada a cidade do Senhor. Ela representa o temor perfeito ou completo dos Céus. É cidade sagrada para os judeus desde que o Rei Davi a proclamou como sua capital no 10º século a.C. Ela é mencionada na Bíblia 632 vezes. É simbolo de devoção. É referência de espiritualidade e moralidade. Dentro de cada judeu encontra-se Jerusalém, um nível da alma onde nada reside além do temor a Deus.
Ou seja, preocupar-se com a situação de Jerusalém é lutar pela preservação dos princípios e valores que regem a nação. É preservar a identidade. É a reconstrução não só das estruturas físicas, mas da espiritualidade e moralidade. Neemias marcou sua geração por que ele demonstrou interesse pela preservação e reconstrução dos valores e princípios do seu povo.
Se nós queremos marcar nossa geração devemos demonstrar interesse pelos valores e princípios que Deus estabeleceu para o nosso bem. A bíblia diz: “Não removas os marcos antigos que puseram teus pais.” (Provérbios 22.28 RA).

O que aprendo com isso? Aprendo que Neemias não esqueceu suas origens. Ele não renegou seus descendentes. Ele não abandonou suas raízes. Ele não permitiu que o palácio e a confiança do rei subissem a sua cabeça. Ele preservou sua identidade.

A indiferença nasce quando nos esquecemos de onde viemos. Quando esquecemos nossa origem. Nossas raízes. Nossa identidade. Quando pensamos somente em nós.
Neemias demonstrou interesse pelo seu povo. Ele venceu a indiferença.

1.2. Ele fez da má noticia uma missão para sua vida

O verso seguinte afirma: “Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas”.
Ou seja, Neemias ao se interessar pelo seu povo recebeu uma terrível notícia. Ele poderia, muito bem, ter ouvido que o povo estava se reconstruindo. Ou que todos estavam planejando um recomeço. Poderia ter sido algo mais animador. Mas não! Ele ouviu uma má notícia.
E a pergunta é: Como reagir a má notícia? O que fazer para que ela não nos contamine? Tantas vezes lidamos com noticias que confrontam nossa esperança. Que tentam subjugar nossa fé.
Quem de nós nunca teve que lidar com um relatório desagradável, com respeito a quem amamos? Quem de nós nunca teve que encarar um diagnóstico negativo com respeito a pessoas que nem ao menos vimos? E só de ouvirmos tal diagnóstico ficamos tantas vezes chocados. Quem de nós nunca enfrentou uma má notícia a nível pessoal.
O fato, porém, queridos irmãos, (e eu que quero ser profeta de Deus para declarar isso sobre a sua vida) é que Deus é especialista em transformar más notícias em testemunhos de triunfo. Talvez você esteja enfrentando uma má notícia, mas o Senhor é poderoso para transformar este caos em glória. Esta verdade é profilática também, se um dia você tiver que enfrentar uma má noticia a enfrente de cabeça, por que Deus é fiel para transformar o caos numa grande vitória.
Por isso que bíblia diz que devemos está revestidos da armadura de Deus para prevalecermos no dia mau (Efésios 06.13).
Foi o que aconteceu na vida de Neemias! O diagnostico que ele teve não foi muito agradável. Contudo, Neemias não permitiu que a má notícia anulasse sua esperança. Ele não permitiu que má notícia arrancasse suas convicções. Ele não abandonou sua fé por causa da má notícia. Ele não se escandalizou como se Deus não existisse.
Ou seja, ele fez da má noticia a missão da sua vida. Ele fez da má noticia um impulso para cumprir sua chamada. Ele fez do diagnostico um convite para assumir a obra. Ele fez da má notícia um instrumento motivador para continuar. É como se ele dissesse: “O povo está em ruínas! Pois bem, agora é que eu vou lutar mais ainda.”
Sabe o que eu aprendo aqui?
Aprendo que no momento das más noticias revelam-se os bons homens. É no momento da dor que vemos a grandeza dos valentes. É no momento da crise que os homens de fé se revelam. Neemias cresceu quando todos estavam em ruínas. Ele se fortaleceu quando todos estavam fracos. Ele se apresentou para o combate, quando todos se calaram.
Aprendo também que todo problema, pode se tornar uma oportunidade de Deus para que eu seja um instrumento solucionador. Ou seja, toda crise é uma oportunidade para vermos o poder de Deus nos capacitando.
Para marcarmos nossa geração devemos vencer a indiferença, fazendo da má notícia em relação ao nosso próximo, uma missão para a nossa vida.

1.3. Ele estava disposto a sair do conforto do palácio

Voltando ao verso 01 podemos ver que Neemias estava na cidade de Susã. Ou seja, ele servia no palácio de Susã que era o local de descanso do rei. O palácio de Susã era o lugar de repouso da família real. Portanto, o local de maiores regalias, maiores confortos, melhores paisagens. Em outras palavras, a condição de Neemias era aparentemente favorável. Ele era copeiro do rei. Tinha a confiança do rei. Estava servindo no palácio de maiores regalias. Mas não estava no meio do seu povo e na sua terra. Era escravo. Ele podia muito bem pensar: “Aqui está muito bom, vou viver e morrer por aqui”.
Contudo, analisar a condição do seu povo, instigou Neemias a sair conforto do palácio. Isto significa que ele se dispôs a sair da aparente zona de conforto. Só para que você tenha uma idéia eram 1.600 quilômetros de distância. Seriam meses de viajem a camelo. Neemias se dispôs a abrir mão do que tinha em favor daqueles que não tinha, e para receber o que não tinha. Ele preferiu o sacrifício pessoal à escravidão permanente.
Isto me faz lembrar o discurso de Willian Wallace, o grande líder da libertação da escócia do domínio inglês. Numa das batalhas, onde os soldados estavam em minoria, desencorajados e querendo fugir, ele disse: “Hoje vocês podem retroceder, voltar para vossas casas, e daqui a alguns anos vocês poderão acordar numa cama quente e macia, mas com certeza acordarão como escravos numa terra que não é de vocês, e quando vocês estiverem perto de fechar vossos olhos para nunca mais acordar, vocês irão lembrar que neste dia poderiam ter lutando e entregue vossas vidas por uma causa maior: A vossa liberdade”.
Ou seja, vencer a indiferença para marcar nossa geração envolve renuncias por um bem maior. A zona de conforto muitas vezes é o nosso maior empecilho. Foi o que aconteceu com Abraão. Ele estava no conforto da sua tenda e Deus o desafiou a sair. O Senhor queria que ele olhasse as estrelas dos céus e tivesse dimensão do que iria fazer. Muitas vezes não temos a visão da obra de Deus, por que estamos na nossa zona de conforto.
Devemos aprender está grande lição: O que estou disposto a renunciar em prol da minha geração, revela a dimensão da recompensa de Deus na minha vida.
Quando fui sabatinado para o ministério pastoral, meu pastor disse: “Você tem a plena noção de que sua recompensa virá de Deus? Você tem consciência de que é Deus quem vai te recompensar por sua entrega ao ministério?”. Eu disse: “Sim. Eu tenho essa consciência”.
Olha o que Jesus afirma em Mateus 10.38-39:
“e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.” (Mateus 10:38-39 RA)

Entregar sua vida por uma causa maior envolve cruz. Renuncias. Mas a recompensa vem de Deus. Jesus nos ensinou isso na prática. Filipenses 2.5-11 afirma:
“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:5-11 RA)

Uma das pessoas, no novo testamente, que aprendeu isto foi o Apóstolo Paulo. Ele foi um homem que abriu mão de muitas coisas. Ele se dispôs a renunciar em prol de uma geração. E ele disse na segunda carta a Timóteo 4.6-8:
“Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.”

Tua recompensa vem de Deus. E a maior recompensa é o galardão dos céus.
Para marcarmos nossa geração precisamos vencer a indiferença, muitas vezes abrindo mão do conforto pessoal.

1.4. Ele se identificou com a dor da sua nação.

O verso 04, na parte b afirma o seguinte: “Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias”.
O problema de muitos é que eles estão ocupados demais com suas dores pessoais, de tal forma que não conseguem enxergar a dor do outro, e pior, não conseguem enxergam que existem milhares com dores muito piores.
Neemias sente a dor do povo. Ele se identifica com a necessidade da sua nação. Durante alguns dias ele chora e lamenta, por que a dor de tantos que nem ao menos ele conhecia era também a sua dor. Isto, irmãos e irmãs, é a maior prova de aliança e companheirismo.
Ao lamentar e chorar pelo povo ele estava provando que sua aliança não dependia de apenas bons momentos. Ele prova que é um amigo mais chegado do que um irmão. Ele demonstra que está com seus irmãos nos momentos bons, mas também nos momentos difíceis. Ele demonstra que podia não está lá, no meio da miséria do povo, mas o povo estava no coração dele. Ele estava no palácio, mas não era indiferente a dor daqueles que estavam na miséria. Ou seja, seu companheirismo não é conveniente. Ele chora sim, por que é seu povo. É a sua nação. Ele estava dizendo: “A dor do meu povo, é também minha dor. A luta do meu povo é também minha luta. Eu não posso ficar sorrindo enquanto meu irmão está morrendo”.
Na prática isto significa quebrantamento. Ao ver a situação do seu povo, ele se quebranta ao invés de se revoltar amargamente. Diante do caos muitas pessoas se revoltam, se amarguram ao invés de se sensibilizar.
Estive recentemente com um líder que diante da situação política de Brasília estava revoltado. Durante toda a vida ele trabalhou politicamente esperando o bem da nossa cidade, contudo diante do caos político ele disse: “Não quero mais saber”. Eu lhe disse: Isto realmente nos revolta, só que tal revolta não deve nos levar a uma paralisia. A revolta em nosso coração precisa ser direcionada com um propósito maior. E ela só fará isto quando permitirmos que a indignação nos leve a um quebrantamento que promova mudanças.
É preciso mudanças! Elas devem começar logo. Principalmente dentro de cada um de nós, visando o bem do nosso semelhante. Não podemos permitir que a dureza de coração nos torne insensíveis a dor do nosso próximo.
Neemias marcou sua geração por que venceu a indiferença se identificando com a situação do seu povo.

Para concluir quero me reportar ao verso que lemos para introduzir a mensagem. É uma das orações de Neemias. Ele diz: “Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo” (Neemias 5.19).
Neemias marcou a história da sua geração. Ele não foi indiferente a situação do seu povo. Este foi o primeiro passo de Neemias. E o que ele diz nesta oração é uma verdade para todos nós: DEUS SEMPRE SE LEMBRARÁ DAQUELES QUE UM DIA FIZERAM, POR AMOR AO PROPÓSITO DE DEUS, ALGO REVELANTE PELOS SEUS IRMÃOS.

OBS.: NÃO PERCA A SEQUENCIA DESTA SÉRIE DE MINISTRAÇÃO NO PRÓXIMO DOMINGO NA COMUNIDADE CRISTÃ MINISTÉRIO DA FÉ EM ÁGUAS CLARAS A PARTIR DAS 17H. AVENIDA SIBIPIRUNA NÚMERO 20 EM FRENTE AO TEATRO DA CAESB. ÁGUAS CLARAS/DF.

Que Deus te abençoe.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

TRIUNFANDO SOBRE A DEPRESSÃO


Sermão proferido na Comunidade Cristã Ministério da Fé em Águas Claras.
Distrito Federal, 22 de Outubro de 2009.

H. S. Lima

“ Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada. Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles. Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço. Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.” (1 Reis 19:1-4 RA)

I. Apresentação:
Hoje estamos em nossa quarta semana da “Campanha libertos para vencer”. O tema desta semana é: Vencendo a depressão. Quais são suas causas e qual o caminho para a cura?

II. Introdução:
Segundo especialistas a depressão é o mal do novo século. Ela é considerada uma doença grave que pode desencadear vários outros problemas na vida. É o ponto mais baixo do humor. Ou seja, é como uma queda numa obscuridade sem fim. Algo que suga a motivação. Tira as forças. Tira a capacidade de produzir. Arranca abruptamente a capacidade de criatividade. É a sensação de desapontamento latente na alma.

Segundo estatísticas há 400 milhões de pessoas que sofrem de depressão no mundo. Em uma pesquisa recente constatou-se que só na cidade de São Paulo, por exemplo, 46% da população já tiveram um atendimento psicológico (Quase a metade). Ou seja, as metrópoles estão sendo atacadas por esse gigante. Todas as faixas etárias, todas as classes sociais e todos os segmentos estão sendo solapados pela depressão.

O sinal mais comum da sua manifestação é a tristeza duradoura, onde nada satisfaz. Nada preenche. Muitas vezes não há respostas, não há motivos. Por outro lado, a depressão muitas vezes é o resultado dos traumas, dos abandonos, das rejeições, das traições, das injustiças, dos medos, das pressões...

Alguém definiu a depressão da seguinte forma: É como um desconforto de várias noites sem dormir, associado á perda, ou seja, morte de um parente. (Imagine isso, irmãos?)

O fato, é que todo ser humano está suscetível a depressão. O rei Davi, um dos personagens mais fantásticos do antigo testamento, disse certa vez: “Por que estás abatida oh, minh’alma, por que te perturbas dentro de mim”. John Piper, em seu livro “O Sorriso Escondido de Deus” fala sobre três homens de Deus: David Brainerd, John Bunyan e William Cowper que sofreram com a depressão. Muitos enfrentam esse gigante, porém, o cerne da questão é a forma como reagir a ela.

Consideremos, por exemplo, o profeta Elias que utilizamos como referência. Ele foi um homem levantado por Deus num tempo de crise política e apostasia religiosa da sua nação. Ousadamente confrontou os pecados do rei Acabe, chamou a nação a um concerto com Deus e triunfou valentemente sobre os profetas de Baal. Foi um homem fantástico. Extraordinário. Alguém que aprendeu a depender de Deus e a realizar grandes feitos em nome do Senhor. Porém, amados irmãos, Elias era homem como nós, e, depois de retumbantes vitórias, Elias enfrentou um momento de terrível depressão.
III. Desenvolvimento:
Quais são as causas da depressão na vida Elias?

1. Elias perdeu o foco (2,3). Ele deixou a ameaça de Jezabel tirar sua atenção. Ou seja, um problema o desviou. Quando isso aconteceu sua coragem foi roubada. Ele passou ter medo. Toda pessoa que entra em depressão tem sua coragem roubada por falta de foco. Ele tem medos que precisam ser vencidos...

Elias tirou os olhos de Deus e os colocou nas circunstâncias. A perda do foco gerou a depressão. A depressão começa na forma de pensar. No cérebro. Elias começou a pensar erradamente. Havia uma distorção nas imagens. A imagem que ele tinha na sua mente era a imagem da derrota. Da ameaça. Da perseguição e não de Deus.

2. Elias começou a agir na sua própria força (3). O verso três diz: Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida. Ou seja, agora é ele quem salva sua própria vida, e não Deus. Em outras palavras, ele começou a agir segundo a própria inteligência/razão/intuição. Isso é sinal de desespero. A depressão nasce quando achamos que temos que fazer aquilo que somente Deus faz. Aí agimos no impulso. Usamos da nossa força, para encontrar caminhos mais fáceis.

3. Elias abandonou relacionamentos (3). O verso, contínua, dizendo que ele se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço. Ou seja, Ele abandonou o seu moço. Começou a andar só. Preferiu se isolar de contatos. Romper com alianças. Isso é muito perigoso! Pessoas em crise depressiva não enxergam a importância do relacionamento. Isolamento é uma arma para a depressão.

4. Elias não quis enfrentar a realidade (4). A realidade é que havia um levante do inimigo. Porém, ele fugiu para o deserto, e como se não bastasse, logo após, fugiu para uma caverna. Enclausurou-se na escuridão da alma. Ou seja, houve um transtorno emocional. Sua psique estava completamente abalada, e, portanto, o mais confortável era fugir. Querer fugir da realidade alimenta a enfermidade da alma. Ou seja, é preciso decidir enfrentar a realidade de frente. Elias por um instante quis fugir dela. Quantas pessoas fazem o mesmo. Não vão para uma caverna, mas vão para um quarto de janela fechada e porta trancada. Não vão para um deserto, mas para debaixo de um cobertor a fim de fugir. Não encaram a realidade. O isolamento só alimenta a depressão.

5. Elias perdeu a perspectiva do futuro (4). O verso quatro diz que ele pediu para morrer. Posteriormente, diz que ele só queria dormir. Ele perdeu completamente a perspectiva do futuro. Ele não queria fazer nada, por que não havia perspectiva alguma. Então ele pede para morrer. Ou seja, ele pensou que tudo havia acabado.

Porém, nada havia acabado! Deus tinha um plano de cura para a vida de Elias. Deus tem um plano de cura para toda depressão. Você não nasceu para viver cansado e sobrecarregado. Ele tem alívio para sua vida. Aquela situação não expressava a vontade de Deus. O que foi preciso fazer? Quais são os passos para a cura da depressão, segundo, podemos aprender com Elias? (Quero dizer que não vou colocar cada passo em ordem de importância, mas em ordem seqüencial conforme o texto)

1. ELIAS PRECISOU FORTALECER SEU FISICO – FORTALEÇA SEU FISICO (5-7).
O primeiro passo que aprendemos é que Elias precisou encontrar vigor. Ele precisou se alimentar bem. A bíblia diz que um anjo lhe tocou, e disse: Levanta-te e come (5). Ou seja, Elias precisava está bem fisicamente, por que a condição do corpo (estado físico) afeta diretamente a condição emocional, as decisões, os pensamentos, os planos, a concentração, o raciocínio.

A falta de alimentação ou má alimentação abaixa o índice de proteínas, carboidratos e aminoácidos. Ou seja, você perde energia, enfraquece seu sistema imunológico e fica vulnerável a doenças. Isto afeta o humor, provoca distúrbios psicológico e doenças psicossomáticas (emocionais / psicológicas).

É preciso saber alimentar o corpo. Fortalecer o lombo. Refrigerar a mente. É preciso oxigenar melhor o cérebro. Relaxar mais o sistema nervoso. É preciso fortalecer o corpo para a caminhada.

2. ELIAS TEVE QUE PARAR DE QUERER ARGUMENTAR SUA DOR EMOCIONAL – PARE DE JUSTIFICATIVAS (10/14).
Quando Deus nos pergunta “O que fazer aqui?”, não é para nos justificar, mas para nos posicionar. Vencer a depressão requer um posicionamento e não um argumento. Deus não quer justificativas, Deus quer posicionamento. Deus não espera justificativa, Deus espera atitude. Deus desafia a sairmos da caverna. Sair da caverna é uma decisão individual. Você só tem duas opções: Ficar na caverna com sua dor, ou sair da dela com Deus. O que você quer?

3. ELIAS PRECISOU COLOCAR-SE PERANTE O SENHOR – BUSQUE DEUS (11).
Somente Deus pode trazer a cura que precisamos. O salmista disse: Por que estás abatida oh, minh´alma, por que te pertubas dentro de mim. Espera, pois em Deus... Colocar-se perante o Senhor é assumir uma postura de fé. Neemias é um grande exemplo disso. Quando ele soube da situação do seu povo - Estavam em miséria e desprezo; os muros de Jerusalém derribados e as suas portas queimadas – diz a bíblia no capitulo 1.4 do livro de Neemias que ele se assentou e chorou, e lamentou por alguns dias. Olha a condição: Assentou-se, chorou, lamentou. O problema de muitas pessoas é que elas somente se assentam, choram e lamentam – mais nada. O verso é claro ao dizer que isso aconteceu por alguns dias, por que ele decidiu se posicionar. O final do verso quatro continua dizendo: “e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”. Ou seja, apesar da dor, do choro, ele se colocou diante de Deus.

4. ELIAS TEVE QUE RENOVAR SUA MISSÃO – MISSÃO (15).
Elias ainda tinha reis para ungir e um profeta para lhe suceder. Elias precisava renovar seu ministério, suas perspectiva, seus sonhos e sua missão. Elias precisava ter um projeto a realizar novamente. O propósito da sua vida não morreu na sua depressão. Havia muita água pra rolar debaixo da ponte. Pra vencer a depressão você precisa renovar seus propósitos. Você precisa renovar sua missão.

Renove hoje seus sonhos. Renove hoje seus projetos. Renove hoje seu ministério. Renova hoje sua missão. Renove hoje o propósito da sua vida. Você precisa visualizar sua missão. Você precisa ter um mapa do seu destino.

5. ELIAS PRECISOU ENTENDER QUE NÃO FORA O ÚNICO QUE TEVE SUA FÉ PROVADA (18). Pessoas depressivas acham que tudo giram em torno delas. Para vencer a depressão, Elias precisou enxergar que não fora o único a enfrentar problemas, ele não fora o único a não se curvar diante de Baal, nem beijá-lo. Muitos outros também foram ameaçados, perseguidos. Muitos outros tiveram a fé provada e não foram para a caverna. Já outros, talvez tenham também entrado em depressão. A realidade é que Deus disse: “preservei sete mil”. Muitas vezes pensamos que somos os únicos a enfrentar certas batalhas, a ter certos temores. Mas Deus está falando: Você não é o único, por isso levante-se!

IV. Conclusão:
Por fim, observe o texto: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30 RA)

Jesus disse: “Vinde a mim. Eu vos aliviarei”. Ele está dizendo isto para você! Por tanto, decida ir até Ele.

Somente Jesus pode te dar forças para os passos necessários em direção sua Cura.

Que Deus te abençoe!

H. S. Lima